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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À PACIENTE PEDIÁTRICA COM OTOMASTOIDITE CRÔNICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Clemer José de Barros
Autores:
  • Kailane Barbosa da Rocha
  • Samira Vitória Osório Vieira
  • Ingride Leal dos Santos
  • Larissa Silva Sousa
  • Luisa Helena de Oliveira Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Otite Média (OM) configura-se como uma das doenças infecciosas mais prevalentes na infância. A sua complicação mais comum é a Mastoidite Aguda (MA) em que a infecção provocada pela OM é disseminada para o processo mastoide, caracterizado por maior pressão de pus na região. Os casos de OM e MA podem evoluir para cronificação e devem ter atenção especial devido às complicações decorrentes do seu mau manejo, como a perda da audição, o que confere comorbidade acentuada que irá interferir significativamente na sua qualidade de vida. OBJETIVO: Relatar a experiência da aplicação do Processo de Enfermagem (PE) no manejo das condições associadas a um caso pediátrico de Otomastoidite Crônica. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de um estudo de caso realizado no em um hospital regional de referência da cidade de Picos/PI, sobre uma paciente pediátrica internada por agudização do quadro de Otomastoidite Crônica. O acompanhamento foi realizado no período de 23 de abril de 2024 à 21 de maio de 2024, dividido em sete visitas em dias distintos, quatro presenciais, no hospital, e três por chamada de vídeo. Para isso, a assistência de enfermagem ocorreu de acordo com a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) nº 736 de 17 de janeiro de 2024. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Durante a acompanhamento do caso avaliou-se, como principais achados, otorreia piosanguinolenta bilateral, otalgia com edema, diminuição da acuidade auditiva, higiene oral deficitária observada pela grande quantidade de cáries e tártaro, medo de procedimentos invasivos e ausência de evacuações por mais de 3 dias, mãe pouco orientada e comprometida com o caso. Sendo assim, determinou-se os diagnósticos de “dor crônica”, “medo”, “paternidade e maternidade prejudicada” e “constipação”. As intervenções basearam-se na orientação à mãe quanto à escovação correta e particularidades do caso, uso do brinquedo terapêutico para alívio do estresse e do medo da criança, além de solicitação de dieta laxativa. A evolução da paciente foi boa, regularizando o caso antes do esperado, com melhora do quadro de constipação e medo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A criança apresentar-se extremamente prejudicada pelas questões que envolvem a sua patologia, acompanhado do fato de sua mãe possuir pouca instrução quanto ao manejo da doença. Visto isso, é de suma importância a prestação de assistência holística e baseada nas cinco etapas do PE, pela equipe de enfermagem envolvida no cuidado da paciente.