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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS PESSOAS COM HANSENÍASE NA PARAÍBA
Relatoria:
Daniele Mamédio de Andrade
Autores:
  • Mariana Ingrid Lopes Dias
  • Maysa Severo Soares
  • Gerson Carvalho Vieira
  • Ana Elisa Pereira Chaves
  • Francisco de Sales Clementino
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A hanseníase é uma doença curável, mas pode causar graves incapacidades físicas se não for tratada adequadamente. Trata-se de um problema de saúde pública que vai além das questões biológicas, afetando diferentes contextos sociais. Compreender como a hanseníase se manifesta em diversos ambientes e conhecer o perfil das pessoas diagnosticadas é essencial para enfrentar e gerenciar a doença de forma eficaz. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das pessoas com hanseníase na Paraíba. Método: Estudo descritivo com abordagem quantitativa, realizado por meio da pesquisa documental sobre casos novos de hanseníase registrados na Paraíba no ano de 2022. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os dados coletados foram transcritos e armazenados no programa Excel para Windows, em seguida, calculada a frequência relativa. Resultados e discussões: Durante o período analisado, foram registrados 389 novos casos de hanseníase na Paraíba. A macrorregião de saúde I, com sede em João Pessoa, registrou 209 (53%); a macrorregião de saúde II, com sede em Campina Grande, teve 90 (23%); e a macrorregião de saúde III, com sede em Patos, apresentou 97 (24%) novos casos. Em relação ao perfil dos indivíduos afetados, a maioria é do sexo masculino, totalizando 224 (57%), a faixa etária predominante é entre 40 e 59 anos, com 145 (37%), e 50 (13%) dessas pessoas completaram o ensino médio ou superior. Quanto à detecção da doença, 245 (63%) novos casos foram identificados por encaminhamento, enquanto 98 (25%) foram diagnosticados por demanda espontânea. Além disso, 256 (66%) dos novos casos foram classificados como hanseníase multibacilar. As variáveis sociodemográficas dos usuários revelam a prevalência de desigualdades socioeconômicas que afetam a qualidade de vida dos indivíduos, contribuindo para a propagação da hanseníase e para um diagnóstico tardio. Conclusão: Situações de vulnerabilidade social perpetuam a presença da hanseníase. Isso destaca a necessidade de aumentar os investimentos em ações de saúde e em políticas inclusivas, visando reduzir as desigualdades existentes e, assim, controlar a endemia e as taxas associadas à doença.