
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
COMISSÕES DE ÉTICA DE ENFERMAGEM: DESAFIOS E POTENCIALIDADES NO FORTALECIMENTO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL
Relatoria:
Junior Wolff
Autores:
- Maria Elisabeth Kleba
- Marcia Aparecida Baems Pereira
- Eliane Goulart Joaquim da Silva
- Marilene Cagol Salles
- Katiuscia Silva Barcia
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução:A Enfermagem é “ciência, arte e uma prática social”, e deve estar atenta à seus direitos, deveres e proibições, para implementar o “cuidado profissional seguro e livre de danos”. Para isso, o Conselho Federal de Enfermagem criou Comissões de Ética, com papel educativo, consultivo, de conciliação, orientação e vigilância ao exercício ético e disciplinar. No primeiro semestre de 2024, a Comissão de Ética do Conselho Regional de Enfermagem promoveu encontros regionais em Santa Catarina, para conhecer e fortalecer a atuação das Comissões de Ética de Enfermagem nas instituições. Objetivos: Relatar resultados obtidos nos Encontros Regionais de Comissões de Ética de Enfermagem. Métodos: Estudo descritivo, de abordagem qualitativa, tipo relato de experiência sobre os encontros realizados em sete regiões do estado, destacando desafios e potencialidades em sua atuação. Resultados: Participaram 278 profissionais, sendo 185 enfermeiros, 85 técnicos e 06 auxiliares de Enfermagem. Das 145 instituições com comissões ativas ou em processo de implantação/renovação no Estado, 87 participaram. Observa-se que, apesar de ser o maior número entre os profissionais inscritos no Regional, os técnicos de Enfermagem representam apenas 30% dos participantes, indicando maior dificuldade de sua liberação para eventos de capacitação. Dos desafios apontados destacam-se: tempo para conciliar trabalho e atividades da Comissão, incluindo reuniões mensais, análise das denúncias éticas e para atualização e capacitação; apoio e credibilidade de chefias e colegas na instituição; interesse e proatividade dos membros da Comissão, bem como segurança nas condutas e tomada de decisão. Entre os potenciais, destacam-se: palestras, teatros, oferta de canais de denúncia, e uso de mídias sociais para disseminar informações; promoção da prática ética, com advento de uma Enfermagem mais comprometida com a qualidade do atendimento ao paciente; mediação e resolução de conflitos éticos entre profissionais de saúde, pacientes e familiares, contribuindo para um ambiente de trabalho mais harmonioso e colaborativo. Conclusões: O trabalho das Comissões de Ética de Enfermagem requer maior interesse e apoio das instituições de saúde e dos profissionais de Enfermagem, para que possam atuar de acordo com suas atribuições. Elas contribuem no desenvolvimento do exercício profissional, na construção de uma cultura ética, fortalecendo práticas que refletem na segurança do paciente e em nosso amparo legal.