
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
INSERÇÃO DOS CUIDADOS PALIATIVOS NA UTI: PRÁTICAS DE ENFERMAGEM
Relatoria:
Sara Aléxia de Amorim Ramos
Autores:
- Ingrid Macena Chagas
- Luana Karla Barbosa Liberal
- José Rocha Gouveia Neto
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) configura-se como um ambiente hospitalar caracterizado pela complexidade das condições dos pacientes, que estão clinicamente críticos e necessitam de assistência contínua e suporte avançado. No entanto, a ênfase excessiva nas medidas curativas pode negligenciar a abordagem holística dos cuidados, principalmente em casos de limitação terapêutica. Para proporcionar uma prática integral, é essencial incorporar o cuidado paliativo, com base nas dimensões do paciente. Percebe-se que, por sua presença constante ao lado do paciente, o enfermeiro tem uma atuação imprescindível na implementação eficaz desses cuidados, assegurando uma assistência completa. OBJETIVO: compreender a abordagem assistencial do enfermeiro na inserção de cuidados paliativos na UTI. MATERIAIS E MÉTODOS: refere-se a uma revisão bibliográfica efetuada em julho de 2024, utilizando as bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde e SciElo, além de leituras complementares no Google Acadêmico, com os descritores: “Cuidados Paliativos”, “Enfermagem” e “UTI”. Foram selecionadas produções científicas em português, publicadas de 2019 a 2024, resultando em uma amostra de cinco artigos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: entende-se que a prática de enfermagem ao paciente se caracteriza por: promover o diálogo com o paciente e família, planejar intervenções individualizadas do paciente e gerenciar a sintomatologia. As ações assistenciais devem ser planejadas considerando todos os aspectos do paciente. O diálogo permite incluir a família nas intervenções, ofertar acolhimento e compreender as particularidades e escolhas do paciente, contemplando aspectos como o bem-estar religioso. No manejo da sintomatologia, o enfermeiro adota ações para reduzir estímulos dolorosos e proporcionar alívio. Entretanto, há fragilidades na assistência devido ao envolvimento afetivo do profissional com o paciente, falha no diálogo com outros profissionais, e carência de preparo teórico e técnico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: a incorporação de cuidados paliativos na UTI, coordenada pelo enfermeiro, é crucial para uma assistência mais ética, humanizada e compassiva ao paciente. As intervenções de enfermagem contribuem para criar um ambiente que prioriza o bem-estar do paciente em todas as dimensões. Então, é necessário investir em treinamentos especializados para os enfermeiros, promover a comunicação eficaz entre os profissionais e desenvolver políticas institucionais para fortalecer esse cenário.