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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ADESÃO ÀS MEDIDAS PREVENTIVAS DE LESÃO POR PRESSÃO EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
Relatoria:
Vithória Paes Machado
Autores:
  • Luana Ferreira de Almeida
  • Luiz Otávio Rodrigues da Silva
  • Kaillany Inácio Menezes
  • Letícia Alves do Nascimento
  • Maria Eduarda de Oliveira Abackerli Miranda
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A prevenção de lesões por pressão em unidades de terapia intensiva é um desafio que demanda atenção contínua, pois os pacientes críticos frequentemente apresentam mobilidade limitada, complexidade clínica, instabilidade hemodinâmica e uso de dispositivos, aumentando o risco dessas lesões. Objetivo: Avaliar a adesão às medidas preventivas para lesão por pressão em unidades de terapia intensiva. Método: Estudo descritivo, transversal, documental, quantitativo, realizado em um hospital universitário no Rio de Janeiro. Os dados foram coletados em consulta aos prontuários eletrônicos. A amostra foi composta por 563 pacientes, incluindo todos aqueles internados em cinco unidades de terapia intensiva adulta entre janeiro e junho de 2024. Foram avaliadas a adesão às medidas preventivas para lesão por pressão, como: avaliação da pele, avaliação de risco para lesão por pressão e registro de medidas preventivas, conforme o risco. Os dados foram analisados por meio de estatística simples descritiva. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 5.350.256. Resultado/Discussão: A taxa de avaliação de risco para lesão por pressão na admissão foi de 79,8% e de avaliação diária de risco foi de 45,3%. No entanto, o percentual de medidas preventivas, conforme o risco, foi de 90,4%. Os resultados revelam adesão elevada à avaliação de risco para lesão por pressão na admissão dos pacientes em unidades de terapia intensiva, alinhando-se com a literatura que destaca a importância da avaliação inicial como passo essencial na prevenção. Esta ação pode reduzir significativamente a incidência desse evento adverso. A queda na adesão para avaliações diárias aponta discrepância na continuidade da avaliação de cuidado corroborando com estudos que identificaram desafios na manutenção da avaliação contínua da pele, devido à sobrecarga de trabalho e complexidade dos cuidados. A alta taxa de conformidade na prescrição de cuidados relacionados ao risco é um indicativo positivo, sugerindo que, quando a avaliação de risco é realizada, as intervenções preventivas são frequentemente implementadas. Considerações finais: Esses resultados indicam a necessidade de reforço de práticas relacionadas à continuidade da avaliação diária para adequar as medidas profiláticas conforme o risco, como a capacitação contínua do profissional enfermeiro, conforme sugerido por estudos recentes.