
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ATIVIDADE FÍSICA, ENVELHECIMENTO E A PRÁTICA SEXUAL NA POPULAÇÃO IDOSA
Relatoria:
Raykelly Pereira de Oliveira
Autores:
- Luziarlla Alves Ferreira Silva
- Francisca Áyla Oliveira Silva
- Deylane Menezes Teles e Oliveira
- Matheus Sousa Marques Carvalho
- Celine Mota Verde
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A velhice é o processo natural do organismo, caracterizada por mudanças fisiológicas, psicológicas e cognitivas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciou o envelhecimento da população, revelando uma reestruturação familiar significativa e mudanças trabalhistas. Não obstante, diante do envelhecimento populacional, nota-se a necessidade de programas de saúde para o idoso. Entretanto, observa-se dificuldades assistenciais e capacitação profissional, especialmente, no tocante à qualidade de vida e prática sexual na velhice, projetando tabus/preconceitos. Objetivo: Analisar a influência da atividade física na vida sexual e qualidade de vida da pessoa idosa. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal analítico e descritivo, abrange duas regionais de saúde do Maranhão, nas cidades de Pedreiras, Trizidela do Vale, e Dom Pedro. Foram incluídos participantes com idade igual e superior a 60 anos, atendidos no CRAS, residentes nos municípios supracitados. Os participantes responderam formulário semiestruturado, com variáveis sociodemográficas, aspectos do envelhecimento, práticas de atividades físicas e relação sexual. Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, parecer Nº 6.707.509. Resultados: Obteve-se amostra de 118 participantes, constatou-se, por meio dos dados analisados, que 62,72% (n=74) praticam algum tipo de atividade física e 37,28% (n=44) não praticam. A atividade física surge como aliada para reduzir problemas frequentes relacionados a saúde, o tratamento medicamentoso, associado à prática de exercícios físicos, desempenha papel preventivo no agravo de doenças crônicas, proporcionando qualidade de vida durante nesse fase da vida, tornando-os independentes e ativos em seus cuidados, sobretudo, na busca por acesso a serviços de saúde. Foi possível identificar que, 68,3% (n=47) possui vida sexual ativa, e praticam atividade física, e 31,7% (n=19) possuem vida sexual ativa, porém, não há prática de atividade física. Conclusão: Constata-se de que a velhice assexuada é um mito estereotipado, e apontada pelo idoso importante, trazendo-lhe benefício à saúde e influenciando no cotidiano e autoestima. Os participantes que praticam atividades físicas possuem autonomia, maior desempenho na relação sexual, torna-se independentes no processo de autocuidado.