
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
VIVÊNCIA DE ENFERMEIROS RESIDENTES SOBRE O PROTOCOLO DE TRANSFUSÃO MACIÇA EM UM HOSPITAL DE TRAUMA
Relatoria:
Pedro Luiz Pereira Sales
Autores:
- Maria Beatriz Nunes de Carvalho
- Maria Necivania Sousa da Silva
- Elizete Rios de Vasconcelos
- Anna Rebecca Matoso Silva Almeida
- Ana Caroline Lima Vasconcelos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: O trauma é um grave problema de saúde pública, com a hemorragia sendo a principal causa de morte evitável. Centros de trauma devem incluir um serviço de hemoterapia focado no controle de hemorragias, especialmente em casos de choque hemorrágico. A rápida avaliação e imediata reposição volêmica são essenciais para reduzir a mortalidade nesses pacientes. Protocolos específicos são necessários para guiar essa prática, com o enfermeiro atuando na linha de frente ao colaborar na avaliação de pacientes para transfusão maciça, iniciar hemotransfusões e acompanhar longitudinalmente esses pacientes, influenciando diretamente na sobrevivência dos pacientes. OBJETIVO: Relatar a experiência de Enfermeiros Residentes (ER) quanto a vivência da aplicação do Protocolo de Transfusão Maciça (PTM) de um hospital de trauma. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivido por três ER vinculados à Residência Multiprofissional de Urgência e Emergência, na cidade de Fortaleza - Ceará durante a atuação no núcleo transfusional (NUTRAN) de um hospital de trauma, no período de abril a maio de 2024, onde os ER aplicaram o PTM desenvolvido pelo hospital direcionado às vítimas de trauma. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante o período formativo dos ER em um hospital de trauma com pacientes propensos a hemorragias graves, é essencial uma equipe especializada para atendê-los. O NUTRAN conta com enfermeiros dedicados a esse manejo, sendo um setor de percurso obrigatório para os ER. Durante a experiência, os ER tiveram a oportunidade de realizar todas as fases do atendimento. Isso inclui aplicar o manejo completo do politraumatizado com hemorragia grave, abrir o PTM após avaliação da necessidade, realizar coleta de exame, realizar transfusão de hemocomponentes, acompanhar os pacientes na Recuperação Intraoperatória de Sangue, quando indicado. Ademais, os ER também têm a oportunidade de gerenciar esses pacientes no pós-transfusão, visto que o enfermeiro é responsável pelo paciente até que ele não necessite mais de procedimentos de hemoterapia de emergência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os ER observaram a importância crucial do enfermeiro que aplica o PTM para o serviço e para o paciente, mostrando-se altamente autônomo na tomada de decisões e no pensamento crítico, atitudes essenciais em emergências. Logo, aprimoraram suas habilidades práticas e adquiriram conhecimento substancial sobre hemoterapia, área frequentemente negligenciada na graduação.