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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E CLÍNICO DE PESSOAS IDOSAS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 E DÉFICIT COGNITIVO
Relatoria:
Isabelle Karine Ramos de Lima
Autores:
  • Ingrid da Silva Florencio Freire
  • Iracema Silva Meireles Suzano
  • Thaysa Aguiar Batista
  • Anna Karla de Oliveira Tito Borba
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição crônica prevalente entre a população idosa. A relação entre o diabetes e o déficit cognitivo é complexa e multifatorial, envolvendo aspectos como resistência à insulina, inflamação crônica e danos vasculares que contribuem para o declínio cognitivo. O déficit cognitivo é influenciado por diversos fatores, incluindo a duração da doença, controle glicêmico, presença de comorbidades e a avaliação pré-mórbida da capacidade cognitiva. Conhecer o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas idosas com déficit cognitivo poderá nortear as condutas de enfermagem. OBJETIVO: Descrever o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas idosas com diabetes e déficit cognitivo assistidos na atenção primária à saúde. METODOLOGIA: Estudo do tipo seccional, descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido na Unidade de Saúde da Família de Engenho do Meio, localizado na região oeste, da cidade do Recife, nordeste do Brasil. A população do estudo foi composta por pessoas idosas com diabetes e déficit cognitivo. A amostra do tipo censitária, inclui os indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 e com declínio cognitivo avaliado por meio do Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Para a coleta de dados foi utilizado instrumento semiestruturado composto pelas variáveis sociodemográficas e condições clínicas. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial com o auxílio do Programa Excel. RESULTADO: A amostra foi composta por 42 pessoas idosas com diabetes mellitus e déficit cognitivo, mediana de 71,0 anos. Verifica-se que a maioria são do sexo feminino (61,9%), escolaridade entre 1 e 4 anos de estudo (42,9%) e residem pelo menos com companheiro e filho (59,5%). No que se refere aos dados clínicos, a Hipertensão Arterial Sistêmica (90,5%) foi a comorbidade mais prevalente e o tempo de diagnóstico de diabetes foi inferior a cinco anos (47,6%). CONCLUSÃO: O perfil sociodemográfico e clínico poderá subsidiar o planejamento do plano de cuidados de enfermagem com vistas a retardar ou diminuir as perdas funcionais e a autonomia das pessoas idosas com diabetes e déficit cognitivo.