
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTO PARA TELEMONITORAMENTO DO TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO DO CÂNCER DE MAMA
Relatoria:
Maria Eduarda Monteiro Silva
Autores:
- Ísis Iohana Lima de Souza
- Karina Alexandra B.S.Freitas
- Karina Almeida Stocco
- Janaína de Oliveira Gois
- Claudia Maria Silva Cyrino
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Câncer (ou tumor maligno) é o nome dado a um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. O câncer de mama feminino é o câncer mais comumente diagnosticado (11,7% do total) e representa 6,9% do total de mortes por câncer. A quimioterapia é a terapêutica mais utilizada para o tratamento, contudo, devido a sua característica não seletiva, pode ser tóxica aos tecidos benignos, gerando diversos efeitos colaterais. Objetivo: Construir um instrumento para o telemonitoramento dos eventos adversos dos pacientes adultos com câncer de mama, submetidos ao tratamento quimioterápico. Métodos: Esse estudo utiliza o “Marco de Referência Consolidado para a Ciência de Implementação” - Consolidated Framework for Implementation Research (CFIR) como guia para elaborar o instrumento e, posteriormente, implementação do protocolo assistencial de telemonitoramento dos eventos adversos. O instrumento foi construído a partir de dados da literatura e considerando os eventos adversos de acordo com Common Terminology Criteria for Adverse Events (CTCAE) Versão 5.0. Os enfermeiros do Ambulatório de Oncologia de um hospital terciário participaram dessa construção. Resultados e discussão: Dez artigos foram selecionados para apoiar a construção do instrumento, com validação das enfermeiras expertises. Os eventos adversos foram classificados por sistemas corporais. O sistema gastrointestinal foi o mais afetado, com sintomas como xerostomia, mucosite oral, náuseas, dor abdominal, alterações no paladar e/ou olfato, perda de peso e déficits nutricionais, além de diarreias ou constipação. No sistema geniturinário, foram relatados incontinência urinária, prurido genital e atrofia vulvo-vaginal, levando à diminuição da libido. Observou-se também fadiga prolongada, mesmo sem esforço físico, e insônia. Já a alopecia, um efeito adverso bem conhecido, causa grandes alterações emocionais. O monitoramento desses eventos visa melhorar a adesão ao tratamento e o autogerenciamento do paciente. O enfermeiro deve implementar estratégias para otimizar o tratamento e o cuidado domiciliar após a quimioterapia. Conclusão: É notório que os eventos adversos da quimioterapia reduzem a qualidade de vida das mulheres. Portanto, é essencial um protocolo para conhecer melhor e monitorar esses efeitos, permitindo que os profissionais planejem e aprimorem o suporte e cuidados, incluindo manejo de sintomas, intervenções preventivas e redução de internações não planejadas.