
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
Mortalidade Infantil na Região Sul do Brasil antes e após o início da pandemia de COVID-19
Relatoria:
MIKAELLE YSIS DA SILVA
Autores:
- Leslie Bezerra Monteiro
- Ticiane Freire Gomes
- Cristiana Brasil de Almeida Rebouças
- Hellen Lívia Oliveira Catunda Ferreira
- Priscila de Souza Aquino
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A pandemia de COVID-19 no Brasil trouxe desafios à saúde pública, destacando a trajetória epidemiológica da mortalidade infantil como um indicador sensível às mudanças. Compreender como a mortalidade infantil responde a essas alterações é fundamental para orientar políticas públicas. Objetivo: Descrever os óbitos infantis na Região Sul antes (2017-2019) e após (2020 - 2022) o início da pandemia de COVID-19. Método: Estudo transversal, analítico e retrospectivo, realizado através do banco de dados Informações de Saúde (TABNET) – DATASUS, tendo como população as crianças que foram a óbito com menos de um ano de vida na Região Sul do Brasil, antes (2017-2019) e após (2020 - 2022) o início da pandemia e o número de nascidos vivos durante os mesmos períodos. O estudo considerou variáveis como raça, duração da gestação, tipo de parto, escolaridade da mãe e idade da mãe. Para a análise dos dados, utilizou-se tabelas de frequência absoluta e relativa, aplicando-se o teste de independência Qui-Quadrado. Também foi calculada a Razão de Prevalência (RP), quando possível, para quantificar as associações identificadas. Resultados: A Região Sul antes do início da pandemia de COVID-19 (2017 a 2019) tinha uma taxa de mortalidade infantil de 10,11% e após o início da pandemia de COVID-19 (2020 a 2022) passou a apresentar uma taxa 9,58%, sendo esta a menor taxa em relação às demais regiões do país. A raça branca apresentou uma redução de 4% (RP: 0,96) na prevalência de óbito após o início da pandemia, a raça preta e parda, apresentaram, respectivamente, um aumento 43% (RP: 1,43) e 27% (RP: 1,27) na prevalência dos óbitos. As gestações que tiveram 28 a 31 semanas tiveram 10% menos prevalência de óbito após o início da pandemia (RP = 0,90). Quanto ao tipo de parto não houve diferença significativa entre os períodos antes e após o início da pandemia (Valor p > 0,05). Na variável de escolaridade da mãe, na categoria nenhuma escolaridade houve aumento de 50% de óbito infantil (RP = 1,50). Na escolaridade de 4 a 7 anos, houve redução de 21% (RP = 0,79). Conclusão: A região Sul, que possui melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, apresenta menor taxa de mortalidade infantil, o que infere na correlação positiva entre altos IDH e melhores indicadores de saúde.