LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
TRANSMISSIBILIDADE DO HIV DE MÃES SOROPOSITIVAS PARA SEUS FILHOS: PERCEPÇÕES DE UMA ENFERMEIRA
Relatoria:
ALOMA SENA SOARES
Autores:
  • Erlon Gabriel Rego de Andrade
  • Giovanna Paraense da Silva
  • Eliza Paixão da Silva
  • Ivaneide Leal Ataíde Rodrigues
  • Laura Maria Vidal Nogueira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A soropositividade para HIV ainda é associada às ideias de morte, medo e vergonha, devido à relação da transmissibilidade com as práticas sexuais desprotegidas e o contato com sangue e outros materiais biológicos contaminados, repercutindo fortemente na vida dos acometidos. Essas repercussões são intensificadas para mulheres diagnosticadas no pré-natal, pois a gestação é um período que apresenta muitos desafios. Nesse contexto, o diagnóstico de soropositividade pode ser aterrorizante, causando abalos emocionais com sentimento de culpa, medo do abandono e preocupações com o filho, razão pela qual é importante empoderar mulheres com o compartilhamento de informações adequadas desde o planejamento familiar, reduzindo dificuldades no cuidado de si e do filho. OBJETIVO: Descrever as percepções de uma enfermeira sobre a transmissibilidade do HIV na relação mãe/filho. MÉTODO: Estudo descritivo, na modalidade relato de experiência, desenvolvido em um centro de saúde especializado no atendimento a pessoas com HIV, no município de Belém, Pará, Brasil. A experiência ocorreu entre maio e julho de 2024. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Identificou-se a preocupação das mães com a possibilidade de transmitir o HIV para seus filhos ao preparar refeições, temendo que lesões acidentais nas mãos contaminassem alimentos com sangue e, assim, infectassem os filhos, levando-as a descartar os alimentos, julgando estar contaminados, repercutindo no orçamento familiar. Outras temiam que a picada de insetos transmitisse o vírus para seus filhos durante o repouso, optando por, muitas vezes, dormirem em cômodos separados ou privarem-se de sono para observar os filhos e protegê-los contra picadas. Entende-se que tal compreensão está relacionada ao clima da região Norte do Brasil, que propicia a reprodução e propagação de insetos transmissores de doenças, e à coexistência dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya, cuja transmissão é vetorial. Assim, observou-se déficit de conhecimentos sobre a transmissão do HIV no domicílio, evidenciado pela alteração de necessidades humanas básicas, como alimentação e repouso, demandando cuidados qualificados no período perinatal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na gestação há significativa reorganização psicológica e familiar, por isso é fundamental que os profissionais de saúde orientem as mães soropositivas para esclarecer dúvidas e estimular práticas adequadas, reduzindo mitos, tabus e sentimentos negativos associados ao HIV e à sua transmissão.