
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL CLÍNICO DE PACIENTES NA LISTA DE ESPERA PARA TRANSPLANTE RENAL
Relatoria:
Laura Hermínio Sousa
Autores:
- Angel Evangelista Barroso Magalhães
- Rochana Fidelis Guimarães Rabelo
- Maria Isis Freire de Aguiar
- Rosiane Araújo Pereira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) se caracteriza por uma lesão progressiva e irreversível da função renal. O manejo e prognóstico do indivíduo com DRC estão relacionados ao estágio da doença. Em sua fase terminal, o órgão perde suas capacidades básicas de função, adotando intervenções como hemodiálise ou transplante renal. Devido a isso, é importante conhecer o perfil clínico dos pacientes para melhor abordagem do tratamento e cuidados. OBJETIVO: Estabelecer o perfil clínico de pacientes na lista de espera para transplante renal. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional transversal, do tipo analítico, no Ambulatório de Transplante Renal de um hospital universitário de referência em Fortaleza, realizado com 382 pacientes inscritos no Sistema Nacional de Transplante (SNT), no período de 2010 a 2022. Os dados foram obtidos a partir da revisão de prontuários e armazenados virtualmente no programa Redcap e submetidos à análise descritiva dos dados. RESULTADOS: No período do estudo, foi demonstrado que as doenças de base mais prevalentes foram Hipertensão Arterial Sistêmica (29,1%), Glomerulonefrites (18,9%), Indeterminado (16,5%), Diabetes Mellitus associada à HAS (8,9%), DM (6,6%). Em relação à comorbidades prévias, mais da metade apresentava HAS (76,7%), DM (17,9%) e sem comorbidades (13,9%). O tratamento mais frequente na amostra explorada foi o dialítico adotado em 381 dos pacientes (91,3%), sendo este, a Hemodiálise com 98,8% de adesão, seguido da Diálise Peritoneal com 1,2%. O tipo de acesso predominante foi a Fístula Arteriovenosa (77,6%), seguido por Cateter Duplo-Lumen (14,1%), Permcath (8%) e Tenckoff (0,3%). A respeito do grupo sanguíneo, o grupo O foi mais dominante (67,2%), sucedido pelos grupos A (27%), B (4,2%) e AB (1,6%). Por fim, em relação ao HLA parte significativa não é homozigoto em nenhum locus (72,4%), outros apresentam homozigose em 1 locus (25,1%), 2 locus (3,4%), 3 locus (2,6%). CONCLUSÃO: O perfil clínico dos pacientes em fila é importante para determinar prioridade, compatibilidade, planejamento de tratamento e prognóstico pós-transplante.