
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESAFIOS ENFRENTADOS PELAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS AO ACESSO A SERVIÇOS DE SAÚDE NO BRASIL
Relatoria:
Rafaela Maria da Silva Nunes Pereira
Autores:
- Júlio César de Souza Bastos
- Mauro César Ribeiro dos Santos
- Talitha Sonally Soares Fernandes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: De acordo com o Censo de 2022, a população quilombola atinge cerca de 1,3 milhões de pessoas no Brasil. Os quilombolas são a representação máxima da resistência do povo negro que foi escravizado no território brasileiro, e que semeiam lutas pela liberdade até os dias atuais, servindo de papel fundamental na construção histórica, social e cultural do país. Objetivo: Mostrar os problemas que os quilombolas enfrentam para acessar os serviços de saúde, a partir da busca na literatura científica publicada sobre a temática. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão narrativa, a partir de buscas de dados na base Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os descritores: Quilombolas; Desafios; Enfermagem; Equidade no Acesso aos Serviços de Saúde. Foram selecionados apenas artigos científicos cujos títulos e/ou resumos se relacionavam com o objetivo da pesquisa, que estivessem disponíveis na Íntegra, publicados nos últimos 10 anos e em língua portuguesa, após a leitura dos títulos e resumos foram desprezados artigos que não se enquadravam na temática e selecionados aqueles que ofereciam a melhor abordagem sobre o tema. Resultados: Foram selecionados quatro artigos produzidos no Brasil, que enfatizam os diversos desafios enfrentados pelos quilombolas para o acesso a saúde, incluindo a infraestrutura limitada, tendo em vista que muitas comunidades estão localizadas em áreas remotas ou de difícil acesso, a falta de políticas públicas e a negligência histórica contribuem para a desigualdade no acesso a saúde entre as comunidades. Além disso, a falta de unidades de saúde em regiões rurais, a fragilidade das estruturas das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em áreas marginalizadas aumenta esses desafios. Conclusão: Fica evidente que a equidade na saúde depende da sensibilização e da atuação em torno das barreiras que mais afetam as comunidades quilombolas. Melhor infraestrutura e qualidade dos profissionais presentes nas comunidades quilombolas e autonomia comunitária são relevantes para promover o bem-estar dessas comunidades marginalizadas.
Descritores: Quilombola; Equidade no Acesso aos Serviços de Saúde; Enfermagem.