
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANALISE DO PERCENTUAL DE SÍFILIS ADQUIRIDA EM ADOLESCENTES NO ESTADO DE PERNAMBUCO
Relatoria:
Ana Letícia da Silva Araujo Ricardo
Autores:
- MARIA EDUARDA VIDAL SANTOS OMENA
- DAYANA COUTO SILVA
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A sífilis é uma patologia infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Seu contágio se dá principalmente, através de contato sexual, mas, também pode ocorrer por transfusão sanguínea, transplante de órgão, ou por transmissão congênita. O Ministério da Saúde (MS) classifica-a em: sífilis adquirida, sífilis congênita e sífilis gestacional, bem como, quanto ao seu grau de complexidade: sífilis primária, secundária, latente e por fim, a terciária, sendo esta, o estágio mais grave da doença. Assim, a sífilis voltou a ser uma doença de alta prevalência, apresentando-se desta forma, como um grave problema de saúde pública. Objetivo: Analisar o percentual de sífilis adquirida em adolescentes no estado de Pernambuco. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, realizado no primeiro semestre de 2022. Sendo utilizado como fonte de dados para a pesquisa, o Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN) do DATASUS sobre os casos confirmados e notificados da patologia em adolescentes entre os anos de 2015 a 2021 no estado de Pernambuco. Como critério de inclusão, foi utilizado a idade correspondente a adolescência, segundo a OMS, que vai de 10 a 19 anos. Resultados: No período compreendido de 2015 a 2021, foram notificados no estado de Pernambuco um total de 29.692 casos de sífilis em todas as idades, 2803, aproximadamente 9,4% foi o número absoluto de casos confirmados em adolescentes, sendo 1366 do sexo masculino, com um percentual aproximado de 48,7% da população em foco, e o sexo feminino contabilizando 1437 e o percentual de 51,3%. Destes 2803 casos, 145 (5,2%) são de adolescentes com idade entre 10 e 14 anos e 2658 é o quantitativo destes, com idade entre 15 e 19 anos com o diagnóstico de sífilis entre o período de tempo de 2015 até 2021 no estado pernambucano. Conclusão: Embora 9,4% representem em teoria um quantitativo baixo comparado aos outros 90,6%, torna-se uma porcentagem alarmante quando se coloca em pauta, que se trata majoritariamente da falta de uma educação sexual para este público, uma vez que, a sexualidade, embora seja um processo comum da vida, necessita de uma atenção especial e o período da adolescência torna-se fundamental nesse processo. Portanto, através dessa pesquisa, fica claro, a necessidade da implementação de ações de saúde em prol de mitigar esses elevados índices de sífilis na população.