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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
TECNOLOGIAS LEVES E O CUIDADOS DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA ATENÇÃO BÁSICA
Relatoria:
Juscivagna de Oliveira Pereira
Autores:
  • Luiz Gustavo Alves Lima
  • Lucas Pereira de Oliveira Franco
  • Letícia da Hora Santos
  • Joice Fabrício de Souza
  • Dailon de Araújo Alves
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A sexualidade é uma das necessidades e aspectos humanos que compõem a integralidade da saúde, no entanto, a sua discussão ainda é permeada por limitações morais, tabus e estereótipos, dessa forma, com o fito de superar os estigmas e incluir as infecções sexualmente transmissíveis (IST’S) nos campos do cuidado, questiona-se acerca do emprego das tecnologias leves na abordagem do tema, a fim de garantir meios que superem esse entraves, a partir do desenvolvimento de competências assistenciais. Objetivo: analisar as potencialidades do emprego das tecnologias leves no cuidado das pessoas com infecções sexualmente transmissíveis. Método: recorreu-se a uma revisão integrativa nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Base de dados de Enfermagem e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, obtendo-se 896 trabalhos, submetidos ao protocolo PRISMA 2020, onde aplicou-se os critérios de inclusão e exclusão, restando 8, que compuseram a amostra final. Resultados/discussão: Diante do óbice assistencial pontuado, é reconhecido pela literatura as potencialidades da abordagem profissional, capaz de criar pontes entre o usuário e o serviço de saúde, a fim de desmistificar os tabus relacionados à sexualidade e sobretudo às ISTs, de modo a efetivar o cuidado em sua integralidade, minimizando os riscos destes agravos, principalmente nos grupos mais vulneráveis ou resistentes à procura pelos serviços de saúde, como os adolescentes ou os adultos do sexo masculino. Desse modo, o emprego das tecnologias leves ou relacionais se apresenta como um importante instrumento ou ferramenta, apta a superar esses desafios, à medida que proporciona a criação de vínculo, da corresponsabilização e sobretudo o fortalecimento da confiança profissional-paciente, auxiliando no alcance dos projetos terapêuticos e na busca por comportamentos saudáveis, atuando como importantes mediadores da relação entre o paciente e seu processo saúde-doença. Considerações finais: é necessário garantir o uso dessas tecnologias do cuidado, a partir de uma postura acolhedora, da escuta ativa e do reconhecimento das necessidades subjetivas do usuário.