
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AS CONSEQUÊNCIAS NA VIDA DE SOBREVIVENTES DE CÂNCER INFANTOJUVENIL: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM
Relatoria:
Emanuelly Ferreira da Silva
Autores:
- Mayra Marcelly Batista da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O câncer é um problema de saúde pública, que traz diversas consequências para a vida dos sobreviventes. No qual, pode tornar-se ainda mais peculiar quando ocorre na infância. Em que, a grande maioria das crianças que passam pelo tratamento de tumores terão consequências a curto, médio ou longo prazo. Sendo assim, é de extrema importância o acompanhamento com o profissional de enfermagem, pois o mesmo estará presente em todas as fases de tratamento, inclusive com papel muito atuante nos cuidados pós-tratamento. Objetivo: Avaliar sobre a atuação da enfermagem nos cuidados as consequências enfrentadas na vida de um sobrevivente de câncer infantil. Metodologia: Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura, em que foram utilizadas as bases de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, sendo incluídos artigos originais, nas línguas inglesa e portuguesa, no espaço temporal de 2019 a 2024. Por meio do operador booleano AND foram utilizados os seguintes descritores de ciências da saúde: sobreviventes de câncer, criança e cuidados de enfermagem. Foram analisados 15 estudos, no qual apenas 7 compuseram aos critérios da pesquisa. Resultados e discussão: As decorrências do câncer infantojuvenil são inúmeras e variáveis. A doença provoca reações que interferem nas condições físicas, psicossociais e econômicas. Após o tratamento, é primordial o acompanhamento para monitorar a saúde, devido às sequelas, que variam entre os indivíduos, o tipo de câncer e das intervenções que foram realizadas durante o processo e para prevenir ou identificar precocemente o surgimento de novas neoplasias. Algumas das decorrências são desenvolvimento de doenças crônicas, sistema imunológico deprimido, disfunção de diversos órgãos, infertilidade, ansiedade, depressão, insatisfação com a própria imagem, isolamento social, síndrome do pânico, cicatrizes, alopecia e amputação de membro. Por isso, faz-se necessário que a enfermagem esteja ativa prestando todos os cuidados e atenção devida, para ofertar qualidade de vida e orientações necessárias. Conclusão: Deste modo, é perceptível que as dificuldades podem perdurar mesmo após a cura. Portanto, é indispensável a oferta de cuidados da equipe de enfermagem dando continuidade na recuperação e readaptação ao longo de toda a vida do sobrevivente. Entretanto, há uma escassez de estudos que abordam diretamente sobre a relevância da enfermagem nos cuidados com o paciente pós-tratamento do câncer.