
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PREVALÊNCIA DE TRANSTORNO MENTAL COMUM EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE
Relatoria:
ÉRICA BAGGIO
Autores:
- Rayane Mayara da Silva
- Emanoelly Nunes Da Silva Sales
- Karlla Raryagnne Teixeira
- Silkiane Machado Capeletto
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) causam prejuízos a vida social e acadêmica de estudantes universitários. São definidos como transtornos psiquiátricos menores ou transtornos mentais não psicóticos, caracterizados por sinais e sintomas somáticos e emocionais, incluindo: insônia, fadiga, mal-estar físico, irritabilidade, tristeza, ansiedade, estresse. Objetivo: Estimar a presença de transtornos mentais comuns em universitários da área da saúde de uma universidade pública. Método: Estudo observacional, descritivo, do tipo transversal. A pesquisa foi realizada com estudantes dos cursos de Enfermagem e Educação Física, de uma universidade pública no interior de Mato Grosso, totalizando 187 participantes. Na coleta dos dados, para investigação do perfil sociodemográfico, utilizou-se um questionário estruturado, autoaplicável elaborado pelas pesquisadoras, e o instrumento Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) que avaliam os sintomas ansiosos, somáticos e depressivos), utilizando ponto de corte 7 (<7 ausência; >=7 suspeita), para verificar a presença de TMC. O presente estudo faz parte de uma pesquisa matricial, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade do Estado de Mato Grosso. Resultados e Discussão: Foi identificada a prevalência de TMC em 67,91% dos participantes. A maioria eram do sexo feminino (73,26%), com idade entre 22 e 30 anos (44,38%), com vínculo empregatício (40,64%), renda familiar mensal de um a três salários mínimos (36,36%) e em acompanhamento psicológico (17,11%). No que se refere a autoavaliação acerca das demandas pedagógicas e do processo educacional, 45,44% consideram ter um desempenho acadêmico regular ou ruim, estão satisfeitos com o curso (87,16%), embora já pensaram em desistir (64,17%). Ao identificarmos a prevalência de TMC entre estudantes da área da saúde podemos levantar questionamentos referentes a alta demanda arraigada a exigências por formação de qualidade (conteúdos, estágios, atividades complementares, outros), especialmente em cursos integrais como de enfermagem. Para além de elementos intrínsecos do processo de formação, os resultados podem estimar a influência de fatores ambientais e históricos, oriundos do cenário pós pandemia, na saúde mental desta população. Considerações finais: Evidencia-se a necessidade de investir em pesquisas que abordem o bem-estar mental dentro das universidades, bem como discussões institucionais voltadas a proposição de políticas estudantis de suporte e proteção.