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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
LUVA ESTÉRIL REDUZ TAXA DE CONTAMINAÇÃO DE HEMOCULTURA?
Relatoria:
Juliana Silva Ruiz
Autores:
  • Oleci Pereira Frota
  • Raysa Muriel Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As hemoculturas são um dos mais importantes testes laboratoriais utilizados para o diagnóstico de infecção da corrente sanguínea. Na literatura não há consenso acerca da técnica mais adequada para a obtenção das amostras de hemocultura e poucos estudos abordam o impacto do tipo de luva na taxa de contaminação. Objetivo: Analisar se a coleta de hemocultura com luva estéril reduz a taxa de contaminação quando comparada à luva de procedimento (não estéril) e comparar os períodos basal e de intervenção. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado aprovado por comitê de ética (parecer n. 20602619.3.0000.0021), registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (BR- 44cs34) e realizado em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital privado. Foram incluídos pacientes com idade >=18 anos com solicitação médica para colheita de hemocultura e excluídos aqueles com contraindicação para a colheita de material biológico e cujos coletadores não conseguiram punção vascular. O tamanho da amostra foi calculado no software estatístico G*Power 3.1.9.2. Com um efeito Cohen de 0,30, poder de 0,99 e ? de 0,05, encontrou-se que 100 pacientes deveriam ser recrutados para cada grupo. Os pacientes foram alocados nos grupos estéril (experimental) e de procedimento (controle) de maneira randomizada simples. Duas amostras de sangue, pareadas de sítios distintos, foram coletadas exclusivamente por pesquisadores treinados e calibrados. Todos os procedimentos de coleta, transporte e processamento microbiológico das amostras seguiram diretrizes internacionais de qualidade e biossegurança. Resultados: Não houve diferença (p=1,00) na taxa de contaminação entre os grupos estéril (1%) e procedimento (1%). Todavia, houve diferença significativa (p=0,009) na taxa de contaminação entre os momentos baseline (6,1%; 20/330) e intervenção (1%; 2/200), cujo risco relativo de contaminação com técnicas padronizadas (estéreis e limpas) seguidas de qualificação e calibração de flebotomistas foi 83% menor (risco relativo: 0,17; intervalo de confiança de 95%: 0,04-0,70) do que pela coleta com técnica asséptica não padronizada. A redução absoluta do risco foi de 5,06%. O Número Necessário para Tratar com luvas estéreis e obter um evento favorável (evitar contaminação) foi de 20 coletas. Conclusões: Mais importante do que a luva estéril em si é o cuidado asséptico prestado na obtenção das amostras, a padronização do protocolo de colheita e a qualificação dos coletadores.