
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CÂNCER GÁSTRICO NA AMAZÔNIA: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ESTADOS DA REGIÃO NORTE DO BRASIL
Relatoria:
Sthefanny Aguiar das Chagas
Autores:
- Leticia Gabriela Noronha Rodrigues
- Julyo Cesar Borges Nascimento
- Giovanna Marcella Monteiro do Monte
- Lucas Garcia Barros Lima
- Bruna Rafaela Leite Dias
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O câncer gástrico (CG) ocupa a quarta posição entre os tipos de cânceres mais comuns no mundo. Diagnosticado geralmente em seus estágios mais avançados, é responsável pela terceira maior taxa de mortalidade entre as neoplasias malignas. O CG, quando avançado, pode afetar diversos órgãos do trato gastrointestinal, afetando com maior frequência o pâncreas, cólon e reto, repercutindo no cenário de mortalidade e apontando a necessidade de se investir em medidas de qualidade de vida e controle dos fatores de risco para CG, aos quais a população que vive no Norte Brasileiro está exposta. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico do câncer gástrico na região Norte do Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, com dados secundários de casos novos de CG, notificados ao Sistema de Informação Ambulatorial (SIA/SUS), no período de 2013 a 2023. As varáveis estudadas foram região de diagnóstico, ano de diagnóstico, sexo, faixa etária e estadiamento, sendo os dados tabulados através do programa Microsoft Office Excel® 2019 para cálculo das frequências absolutas e relativas. Resultados/Discussão: Foram notificados 5.799 casos de CG na região Norte brasileira, sendo possível notar um incremento de 5,3% no número de casos entres os anos de 2013 e 2018, e de 2,7% entre 2019 e 2023, sendo 2021 o ano com maior número de casos novos, 861 casos. Quanto ao sexo e à faixa etária, se destacam os homens, de 50 a 74 anos. Quando analisado o estadiamento, 1.179 dos casos (20,33%) são nível 3 e 1.685 (29,06%), nível 4. Observa-se que o diagnóstico de CG pode estar relacionado a fatores de risco não controlados, e seu estadiamento a atrasos no diagnóstico. A falta de programas de rastreamento eficazes e a baixa conscientização sobre os sintomas precoces são preocupantes. Considerações finais: Os dados sugerem a necessidade urgente de políticas de saúde focadas na prevenção e no diagnóstico precoce para as variáveis que se destacaram. A implementação de programas de rastreamento pode ser crucial para reduzir a mortalidade associada ao agravo em estudo.