
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SÍNDROME GRIPAL EM UMA UNIDADE SENTINELA EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
Relatoria:
THALITA DA SILVA PEREIRA
Autores:
- Célia Régis Ferreira da Silva
- Leilane Camila Ferreira de Lima Francisco
- Jessyka Ferro Vilela
- José Sival Clemente da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Síndrome Gripal (SG) é caracterizada por indivíduo que apresente febre, tosse, dor de garganta, cefaleia, mialgia e/ou artralgia, na ausência de outro diagnóstico específico, podendo ser provocada por vários tipos de vírus, alguns deles com potencial de provocar epidemias e pandemias. Em 2011, o Ministério da Saúde (MS) aprimorou o sistema de vigilância sentinela de SG no intuito de monitorar a circulação dos vírus respiratórios, fortalecendo as ações de prevenção e controle do vírus influenza no Brasil através do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da gripe (SIVEP Gripe). OBJETIVO: Descrever e analisar dados epidemiológicos dos atendimentos de casos de SG, por sexo, faixa etária e tipo de vírus, em uma unidade sentinela de SG, Marechal Deodoro, Alagoas, entre janeiro a julho de 2024. MÉTODO: Estudo quantitativo, retrospectivo e analítico, com dados obtidos nos registros das notificações e agregados semanais inseridos no SIVEP Gripe. Os dados foram convertidos em planilhas e gráficos, e analisados por meio de estatísticas simples por meio do programa Microsoft Office Excel® 2016. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Nas semanas epidemiológicas 01 a 29 de 2024, foram atendidos 2945 pacientes com sintomas de SG, entre eles, foram coletadas 64 amostras de secreção naso-orofaríngea. A maior parte do público foi do sexo feminino (51,2%), com pouca diferença em relação ao sexo masculino (48,7%), que em geral, apresentam a predominância de casos. A faixa etária mais atingida foi uniforme em ambos os sexos, indivíduos de 20 a 29 anos (36%) e 30 a 39 anos (29,1%). Este grupo etário demonstra uma maior propensão ao desenvolvimento de doenças infecciosas, devido a maior exposição a ambientes de aglomeração. Das amostras de SG coletadas, foram positivados 15 pacientes (23,4%), a maioria na faixa etária entre 20 e 29 anos (18,7%), seguido da faixa etária entre 30 e 39 anos (14,4%). O sexo masculino representou a maior parte de casos positivos (53,3%). Quanto aos tipos de vírus foram identificados o vírus Influenza A (60%), seguido do Vírus Sincicial respiratório (20%), SARS-CoV-2 (13,33%) e o Rinovírus (6,67%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: A vigilância epidemiológica da SG é uma atividade estratégica para a saúde pública, fundamental para a prevenção, contenção e vigilância, justificando a necessidade da continuidade dessa prática na redução da circulação dos vírus respiratórios e o número de casos graves da doença.