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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM A DERIVAÇÃO VENTRICULAR EXTERNA: uma revisão integrativa
Relatoria:
WILMA FRANCISCA DA SILVA
Autores:
  • KYOHANA MATOS DE FREITAS CLEMENTINO
  • POLLYANA CIRIMELE LIRA
  • GEIADYLAN DE LISANDRA DOMINGOS DA SILVA
  • WELLINGTON MANOEL DA SILVA
  • ILKA JENIFER MENEZES TAURINO BASTOS
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Os dispositivos de derivação ventricular externa (DVE) são frequentemente utilizados em pacientes com condições neurológicas críticas. Esses dispositivos permitem a monitorização contínua da pressão intracraniana (PIC) e facilitam a drenagem do líquido cefalorraquidiano (LCR) ou sangue, além de possibilitar a administração de medicamentos ou coleta de líquor. No entanto, seu uso está associado a diversas complicações potenciais, sendo as mais comuns relacionadas a infecções, obstrução do sistema ou pela ausência de variações na leitura da PIC no monitor, podendo ocorrer excesso de drenagem de líquor e levar a complicações severas como hemorragias ou problemas ventriculares. É crucial o papel dos enfermeiros na prática clínica, implementando o conhecimento técnico-científico e a aplicação rigorosa dos protocolos de cuidado que são essenciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. Objetivo: Auxiliar a equipe de enfermagem na promoção de uma assistência segura ao paciente adulto com a DVE por meio da literatura vigente. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, de natureza descritiva e abordagem qualitativa. Resultados e Discussão: A busca resultou em 28 registros, após leitura completa e criteriosa, 8 publicações foram inclusas para compor a amostra desta revisão. A maioria dos estudos mencionaram a importância de múltiplos aspectos nos cuidados de enfermagem ao DVE, incluindo posicionamento adequado, manutenção da esterilidade, integridade do sistema de drenagem, avaliações neurológicas e monitoramento contínuo da PIC, além da prevenção de complicações como infecções e sangramentos. Os estudos convergem na necessidade urgente de desenvolver diretrizes claras para orientar a prática clínica dos enfermeiros no manejo de pacientes com DVE. Conclusão: Enfatiza a necessidade crucial de protocolos baseados em evidências para orientar práticas clínicas eficazes envolvendo a gestão adequada do DVE juntamente com a implementação de medidas preventivas rigorosas, como cuidados assépticos e protocolos padronizados e cita a escassez de estudos focados no desenvolvimento de diretrizes específicas para enfermagem nesse contexto, ressaltando uma lacuna significativa na literatura científica.