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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE REAÇÕES TRANSFUSIONAIS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Relatoria:
Geovana Marques Teixeira
Autores:
  • Daniele Portela Araújo
  • Maria do Carmo Campos Pereira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO A hemotransfusão é um recurso terapêutico bastante utilizado na unidade de terapia intensiva, diante de quadros graves de anemia, hemorragias, complicações cirúrgicas e hemofilia. Reações transfusionais são resultados indesejados associados a administração de hemoderivados, podendo ser imediato ou tardio após as 24 horas da transfusão. A equipe de enfermagem tem um papel fundamental para estabelecer segurança na hemoterapia, desde a checagem de dados e tipo sanguíneo, como as indicações de hemotransfusão para orientar o paciente sobre o procedimento, e principalmente, no reconhecimento das reações transfusionais e eventos adversos.OBJETIVOS Evidenciar o conhecimento da equipe de enfermagem sobre as reações adversas na hemotransfusão. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica, que ocorreu nos meses de junho e julho de 2024, nas bases de dados PubMed, LILACS e BDENF. Critérios de inclusão utilizou-se artigos com publicação inferior a cinco anos disponível na íntegra, gratuito e em português. Realizada a leitura dos títulos e resumos, foram excluídos artigos repetidos e os que não responderam aos objetivos.RESULTADOS Em um estudo com 69 profissionais participantes, dentre eles técnicos e enfermeiros intensivistas, 69,6% demonstraram conhecimento suficiente e 95,7% souberam identificar os sinais e sintomas de reações transfusionais, como febre, mal-estar, calafrios, náuseas e desconforto respiratório. Em discordância, outro levantamento científico apontou 68,8% de 32 participantes referiram não se sentir capacitado para atuar frente uma reação transfusional, análogo a este, outro estudo corrobora que 68,6% de 35 profissionais desconhecem a classificação das reações de hemoderivados quanto ao tempo de manifestação do quadro clínico. Por fim, todas as pesquisas referidas evidenciaram que a maioria dos profissionais não receberam capacitações frente a hemotransfusão e suas reações. CONCLUSÃO: Evidenciou que o conhecimento dos profissionais de enfermagem frente a hemoterapia é bastante limítrofe e deficitário, destacando os sintomas mais acertados os mais generalistas frente a uma resposta imune, como mal-estar e febre. Visto que, tal informação é adquirida apenas na prática profissional, podendo comprometer a segurança do paciente e qualidade da assistência. Logo, salienta-se a necessidade de treinamentos, educação continuada e permanente para atuar de forma mais assertiva nesta prática do âmbito hospitalar.