
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL E O ATENDIMENTO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Francisca Luana Costa Rodrigues
Autores:
- Neucilia Oliveira Silva
- Lucas de Sousa Silva
- Isabel Nana Kacupula de Almeida
- Adozinda Lopes Batista de Pina
- Paula Marciana Pinheiro de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A baixa visão apresenta-se como acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, mesmo com melhor correção óptica, enquanto a cegueira caracteriza-se por acuidade visual igual ou menor do que 0,05. Assim, pessoas com baixa visão ou cegas são pessoas com deficiência visual. Ademais, estudos retratam que há falta de habilidades dos profissionais para o atendimento a pessoas com deficiência em serviços de saúde. Objetivo: Relatar experiência na realização de entrevistas com mulheres com deficiência visual sobre atendimento em saúde. Métodos: Trata-se de relato de experiência descritivo de abordagem qualitativa realizado entre abril e maio de 2024. A atividade foi realizada em três dos municípios que compõem o Maciço de Baturité, sendo Itapiúna, Capistrano e Aracoiaba. Foi dividida em três etapas: 1. contato com as Unidades Básicas de Saúde; 2. Busca por participantes; 3. Entrega do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, realização de entrevista individual com questionário sociodemográfico e perguntas semiestruturadas. Resultados: Dentre os três municípios, foram localizadas e entrevistadas 18 mulheres, sendo seis em cada cidade. Foram contatadas após informações cedidas pelos enfermeiros e agentes comunitários de saúde das Unidades de Atenção Primária à Saúde. Apesar de haver dificuldades em obter respostas de alguns profissionais, houve contribuição na busca por parte de outros. Após obter nomes e endereços das possíveis participantes, os pesquisadores se deslocavam até as residências das mulheres, por vezes em localidades distantes do centro da cidade, o que demandou tempo e gerou receio nos pesquisadores sobre a disposição da candidata em contribuir com a pesquisa. O momento da coleta de dados com as participantes foi satisfatório, onde se obtiveram entrevistas descontraídas e significativas sobre as experiências vivenciadas nos serviços de saúde dessas mulheres. Durante a entrevista, notou-se que muitas participantes sentiram-se tão à vontade com a escuta do pesquisador que o momento tornou-se também escuta terapêutica, demonstrando o que acontece na essência de estudos qualitativos, que vão muito além da coleta de informações para análise, trazendo vivências importantes para os pesquisadores. Conclusões: Portanto, mostra-se de grande importância a experiência de atividades com abordagem qualitativa para coleta de dados em campo.