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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFLIS NA POPULAÇÃO BRASILEIRA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Gabriel Bessa Martins
Autores:
  • Ana Letícia Magalhães de Mendonça
  • Lívia Parente Pinheiro Teodoro
  • Dayanne Rakelly de Oliveira
  • Edilma Gomes Rocha Cavalcante
  • Sheron Maria Silva Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: A sífilis é uma doença reemergente caracterizada como um grave problema de saúde pública. Assim como outras infecções sexualmente transmissíveis, a sífilis pode acometer qualquer indivíduo que assuma um comportamento sexual de risco ou mesmo por meio da transmissão vertical. Destarte, faz-se necessário conhecer o perfil clínico-epidemiológico que a doença adota para subsidiar as ações de vigilância em saúde e identificar os elementos que requerem intervenção imediata. Objetivo: Identificar o perfil clínico-epidemiológico da sífilis adquirida, em gestante e congênita na população brasileira. Método: Trata-se de uma revisão integrativa construída através de seis etapas: definição da pergunta norteadora, busca e seleção dos estudos, extração de dados dos estudos, avaliação crítica dos estudos, síntese dos resultados da revisão e apresentação da revisão A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas BDENF, LILACS, IBECS, SCIELO, EMBASE, Medline/PubMed e Web of Science, mediante o cruzamento dos descritores de assuntos MeSH: Brazil, Syphilis, Epidemiology com auxílio do operador booleano AND. Incluíram-se artigos originais disponíveis na íntegra com recorte temporal entre 2017-2022. Excluíram-se os pagos, repetidos e/ou duplicados que já tenham sido selecionados previamente e as revisões integrativas ou narrativas. Assim, 27 artigos atenderam aos critérios pré-estabelecidos e foram selecionados para a construção desta revisão. Resultados: Verificou-se que a sífilis adquirida acomete, predominantemente, homens, adultos, brancos ou pardos, e de escolaridade baixa com maioria de estudos realizados no Sudeste. A sífilis em gestantes esteve presente predominantemente entre adultas, pardas, com escolaridade baixa, na fase secundária da doença e maioria dos estudos no Sudeste e Nordeste. Já na sífilis congênita têm-se recém-nascidos, com sífilis recente, filhos de mães adultas, pardas, com escolaridade baixa, que realizaram o pré-natal e foram diagnosticadas com sífilis nesse período, tiveram tratamento ineficaz e estudos na região Nordeste. Considerações finais: Percebe-se semelhança do perfil entre as sífilis adquirida, congênita e em gestante, bem como a necessidade de qualificar a assistência voltada às saúdes sexuais, maternas e infantis, para que seja possível identificar, diagnosticar, tratar e prevenir de forma eficaz a população e as parcerias sexuais de pessoas infectadas pelo agente etiológico da sífilis.