LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AOS RECÉM NASCIDOS COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO ALCOÓLICO FETAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Giovanna Fernandes Pinheiro Hemeterio de Freitas
Autores:
  • Isabelle Christine Marinho de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) resultam de um conjunto de deficiências físicas, mentais e comportamentais no recém-nascido (RN) decorrentes do uso do álcool pela mãe na gravidez. Nesse transtorno, a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) se destaca com o pior prognóstico, e pode resultar em complicações como: prematuridade, baixo peso ao nascer, menor perímetro cefálico, deficiências no neurodesenvolvimento, deslocamento de placenta e aborto. Objetivos: Identificar o papel do enfermeiro nos cuidados aos recém nascidos (RN) com SAF. Metodologia: Revisão integrativa realizada em julho de 2024 nas bases dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medline, PubMed, SciELO, Lilacs e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Aplicou-se os descritores “Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal”, “Enfermagem”, “Gestantes”; “Fetal Alcohol Spectrum Disorders”, “Nurse”, “Pregnancy” e “Fetal Alcohol Spectrum Disorders”, “Nursing”, “Pregnancy”, com o uso do operador boleano AND. Como critérios de inclusão foram considerados artigos completos, gratuitos, no idioma inglês e português, entre 2019 à 2024, que abordassem a temática. Os critérios de exclusão incluem as revisões e relatos de experiência. Resultados e discussão: Dos 24 artigos, apenas 5 seguiram os critérios estabelecidos. Diante do pré-natal foi percebido a existência de barreiras, como a falta de conhecimento, que impedem o rastreio da ingesta de álcool pela mãe. Após o nascimento do RN, cabe ao enfermeiro estar preparado para identificar precocemente os sinais de SAF, bem como prestar uma assistência direcionada para o problema, auxiliando a mãe e a família, apoiando, aconselhando e acompanhando a condição de saúde deste RN. Assim, em RN com deficiência nos reflexos de sucção e deglutição, deve-se administrar alimentação enteral para prevenir a aspiração; na presença de irritabilidade há a redução dos estímulos próximos ao RN; promover um ciclo de sono vigília normal para firmar a temperatura corporal. É comum enfaixar o RN e realizar toque na área trêmula com firmeza e calma. Considerações finais: Os enfermeiros são fundamentais para contribuir nesse cenário. Conclui-se, que é necessário um aumento do desempenho dos profissionais da saúde por meio de diálogo. Na triagem, o enfermeiro deve fornecer intervenções ao uso excessivo do álcool, para uma possível redução de danos. Caso não obtenha avanços, o profissional da saúde deve encaminhar a paciente para serviços de tratamento.