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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
COMPLICAÇÕES EM PREMATUROS NÃO CONTEMPLADOS COM A PALIVIZUMABE
Relatoria:
MICHELLE ANDIARA DE MEDEIROS ARAÚJO ALCANTARA
Autores:
  • Victor Regis de Lima
  • Haline dos Santos Germano
  • Wallison Pereira dos Santos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As Infecções Respiratórias Agudas são um problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente em crianças menores de cinco anos, variando de condições leves a graves, como pneumonia e bronquiolite. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma das principais causas dessas infecções em lactentes, sendo responsável por muitas hospitalizações nessa faixa etária. Atualmente é recomendado que os bebês prematuros recebam o Palivizumabe, um anticorpo monoclonal que fornece proteção contra o VSR. Esse anticorpo é indicado para bebês com doença pulmonar crônica, nascidos com menos de 35 semanas de gestação ou com doença cardíaca congênita, prevenindo assim as internações recorrentes, doença coronariana e sibilância recorrente na infância. Objetivo: Identificar na literatura atual as complicações em prematuros não contemplados com a Palivizumabe. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizado na base de dados BDEnf, LILACS, MEDLINE/PubMed. Resultados e Discussão: Na ausência de uma vacina contra o vírus sincicial respiratório, o anticorpo monoclonal Palivizumabe é recomendado para a prevenção da doença grave em crianças de alto risco, sendo elas: as que nascem prematuras, principalmente abaixo de 35 semanas de idade gestacional. Estudos destacam que prematuros não submetidos a profilaxia com o anticorpo monoclonal tiveram complicações, como tratamento prolongado com uso de oxigênio, sepse, hemorragia intraventricular e principalmente eventos relacionados a infecção pelo VSR (ocorrendo alguns casos letais), comparado aos prematuros que receberam o Palivizumabe. Vale ressaltar ainda que a população prematura que recebe o anticorpo, gera custos totais mais baixos do que aqueles que não recebem, devido a menos hospitalizações relacionadas ao VSR. Considerações finais: O anticorpo previne doenças respiratórias graves e também age na diminuição de internações hospitalares, levando o sistema de saúde a reduzir os custos por internações/intervenções, melhora nos resultados de saúde e qualidade de vida relacionada a saúde dos prematuros. Nota-se que os prematuros que não realizaram a profilaxia com o anticorpo monoclonal apresentaram tratamento prolongado com o uso de oxigênio, sepse, hemorragia intraventricular e mais hospitalizações em unidade de terapia intensiva e uso de suporte ventilatório.