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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DESIGUALDADES ÉTNICO-RACIAIS DAS PARTURIENTES E SEUS NASCIDOS VIVOS EM UMA CAPITAL DO NORDESTE BRASILEIRO
Relatoria:
JOANA DARC TAVARES DO NASCIMENTO
Autores:
  • Leidiane Francis de Araújo Costa
  • Conceição Maria de Oliveira
  • Anvete Leal de Albuquerque
  • Sonia Maria Saraiva Landim
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Em 2011 a Declaração de Nascido Vivo (DNV), instrumento de coleta de dados do SINASC, teve sua última modificação, passando a coletar a cor/raça da mãe do recém-nascido e não mais a da criança. No ano seguinte, houve a recomendação de que a variável cor/raça do recém-nascido voltasse a ser coletada, de modo que, em princípio, as duas variáveis constassem na DNV. Objetivo: Traçar o perfil de natalidade por raça/cor das parturientes. Método: Trata-se de um estudo descritivo, de análise de dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Para a amostra foram levantadas as parturientes residentes da Cidade do Recife, onde foi considerado os nascidos vivos (NV) de parturientes pertencentes à raça/cor negra, sendo as declaradas como pardas ou pretas, e não-negra, as declaradas como brancas. Para o cálculo dos percentuais foram excluídos os NV com raça/cor da parturiente ignorada, amarelas e indígenas, por corresponderem a um percentual pequeno e/ou de características culturais singulares 1,4%, 0,4% e 0,2%, respectivamente (321 NV). Resultados/discussão: No ano de 2023 nasceram 16.875 crianças vivas de mulheres residentes no Recife, destas 71,2% foram de parturientes da raça/cor negra e 26,9% da não-negra, com faixa etária de 20 a 34 anos, quanto a escolaridade da parturiente observa-se uma relação de 3,6 NV de parturientes negras sem nenhuma instrução para 1 não-negra, quanto ao número de consultas de pré-natal foram 3,6 NV de parturientes negras que não realizaram nenhuma consulta de pré-natal para 1 não-negra, também foi observada na vitalidade de NV (medida pelo índice de Apgar), com razão de 2,5 NV de parturiente negra com hipóxia grave no 5º min de vida (Apgar <7) para 1 não-negra, e no baixo peso (<2.500 gramas) com a relação de 2,9 NV de parturiente negra para 1 NV não-negra. Considerações finais: O declínio da razão da parturiente da raça/cor negra em relação a não negra é evidenciado no avanço da faixa etária, na escolaridade e número de consultas de pré-natal, sugerindo importante desigualdade racial nessas variáveis analisadas.