
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONTRIBUIÇÃO DA VIGIL NCIA DOS ÓBITOS FETAIS PARA QUALIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE MORTE E DA EVITABILIDADE
Relatoria:
LEIDIANE FRANCIS DE ARAUJO COSTA
Autores:
- Joana D’Arc Tavares do Nascimento
- Conceição Maria de Oliveira
- Anvete Leal de Albuquerque
- Sonia Maria Saraiva Landim
- Maria Carolina Cavalcanti de Brito
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
O conhecimento das causas de morte dos óbitos fetais é fundamental para promoção de ações voltadas à saúde materno e do concepto, pois a maior visibilidade desse problema e identificação dos fatores determinantes são necessárias para subsidiar a adoção de medidas preventivas que permitam um enfrentamento mais efetivo de um problema que pode ser evitado. A Vigilância dos Óbitos Fetais têm contribuído para o esclarecimento destas causas de morte, subsidiando um perfil epidemiológico mais fidedigno. Objetivo: Descrever a contribuição da Vigilância dos Óbitos Fetais para a qualificação das causas de morte e a classificação de evitabilidade. Método: Trata-se de um estudo descritivo realizado com os dados dos óbitos fetais de parturientes residentes no Recife-PE, ocorridos em 2023. Foi realizado consulta às Declarações de Óbito e às fichas de investigação (síntese, conclusões e recomendações) dos óbitos fetais que foram investigados e discutidos pela Vigilância dos Óbitos Fetais do Recife. A análise da classificação de evitabilidade deu-se sob a ótica da Lista Brasileira de Causas de Mortes Evitáveis por intervenção do Sistema Único de Saúde adaptada aos óbitos fetais. Resultados/discussão: Em 2023 foram registrados 132 óbitos fetais de parturientes residentes no Recife, destes 84 (63,6%) foram investigados e discutidos pela Vigilância dos Óbitos Fetais. Constatou-se que a causa básica de morte foi alterada em 51 (60,7%) óbitos após a investigação e discussão. O transtorno materno hipertensivo foi a principal causa básica de morte tanto antes quanto depois da investigação e discussão (33,3% e 38,1%, respectivamente) e a sífilis congênita só foi evidenciada após a investigação, sendo a segunda mais prevalente, com 23,8% dos óbitos. As causas mal definidas reduziram de 14 (16,7%) óbitos para 1 (1,2%) após a investigação e discussão, proporcionando esclarecimento das causas desses óbitos. Quanto à evitabilidade, após a investigação e discussão, observa-se que a quase totalidade dos óbitos fetais (82; 97,6%) foram classificadas como evitáveis, predominando os subgrupos reduzíveis por adequada atenção à mulher na gestação (73; 86,9%) e por adequada atenção à mulher no parto (9; 10,7%). Considerações finais: A Vigilância dos Óbitos Fetais contribuiu para requalificação das causas de morte, elucidando as causas mal definidas, além de evidenciar os óbitos por sífilis congênita e a necessidade de melhoria da assistência ao pré-natal e parto.