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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ÀS MULHERES EM CASOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Relatoria:
Letícia Carolliny Gomes de Mendonça
Autores:
  • Vanessa Karla Santos de Souza
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência obstétrica é qualquer atitude desrespeitosa, desumanizada, além da negligência e maus tratos contra a parturiente e o recém-nascido que possa provocar danos ou sofrimento psíquico/físico, podendo perpassar todos os níveis de assistência (baixa, média e alta complexidade). As Mulheres que já apresentam algum distúrbio emocional têm maior probabilidade de vivenciar o parto de forma traumática, são especialmente vulneráveis aos efeitos de baixo nível de suporte durante o parto, principalmente nos casos em que há muitas intervenções obstétricas. Objetivo: No presente estudo mostra a importância dos profissionais de saúde para que se impliquem nesse processo e estejam dispostos a ressignificar sua compreensão acerca da gestação e parturição. Além do necessário empoderamento dos usuários do sistema de saúde, com intuito de que os leve a exigir uma assistência obstétrica segura. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, os bancos de dados utilizados foram: BVS e SCIELO. Os seguintes descritores são: violência obstétrica, parturiente, enfermagem. Os critérios de inclusão foram as publicações em base de dados científicos por meio da leitura completa do material estudado. Resultados: Na pesquisa Nascer do Brasil, inquérito nacional realizado com 23.940 puérperas, identificou-se excesso de intervenções no parto e nascimento, apontando um modelo assistencial marcado por intervenções desnecessárias e muitas vezes prejudiciais, expondo mulheres e crianças a iatrogenias. Mais da metade das mulheres tiveram episiotomia, 91,7% ficou em posição de litotomia no parto, quando as evidências recomendam posições verticalizadas; a infusão de ocitocina e ruptura artificial da membrana amniótica para a aceleração do trabalho de parto foi utilizada em 40% das mulheres e 37% foram submetidas à manobra de Kristeller (pressão no útero para a expulsão do bebê), procedimento agressivo e que traz consequências deletérias para a parturiente e seu bebê. Considerações finais: É necessário o desenvolvimento de programas de capacitação e campanhas de prevenção, pelos profissionais de enfermagem que estão mais próximos às clientes, para que assim seja oferecida uma assistência humanizada e adequada. O enfermeiro como profissional deve identificar a violência obstétrica por parte da equipe envolvida, sendo o mesmo responsável de notificar e orientar sobre o ocorrido a fim de evitar situações agravantes para a saúde da mulher e do bebê.