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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE COMPARATIVA DE ESCALAS PREDITIVAS PARA AVALIAR O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA EM PACIENTES COM TCE
Relatoria:
Leomárcio Santos Souza
Autores:
  • Yonara Yasmim Ferreira Anjos
  • Kelly de Faria Pitanga
  • Milena dos Anjos Castro Lessa
  • Rafaela Amorim Fernandes da Silva Santos
  • Elaine Cardoso Santos de Castro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O TCE é uma lesão física ao cérebro que pode resultar em alterações anatômicas do crânio, comprometimento de funções e até mesmo ocasionar o óbito. No estudo de Xenofonte e Marques em 2021, Sergipe apresentou aumento de 60,9% de óbitos em onze anos. Diante destes dados podemos perceber que o TCE é um problema grave de saúde pública. Em uma pesquisa realizada em 2020 foi identificado oito escalas capazes de avaliar o nível de consciência, sendo elas Coma Recovery Scale-Revised, Nociception Coma Scale-Revised, Glasgow Coma Scale, Full Outline of Unresponsiveness, Brief Post-Coma Scale, Disability Rating Scale, Level of Cognitive Functioning, Glasgow Outcome Scale, e realizada uma comparação para identificar qual a melhor escala para essa avaliação. Objetivo: Identificar as escalas de avaliação do nível de consciência com maior capacidade preditiva em pacientes com TCE. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, onde foi realizada a busca por produções científicas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Public Medline (PUBMED). Os descritores utilizados foram: “Traumatismos Craniocerebrais”, “Estado de Consciência”, “Unidades de Terapia Intensiva”. Os critérios de inclusão consistem em: disponível na íntegra, nos idiomas português e inglês. Sendo excluídos artigos duplicados. Resultados: Amostra final foi composta por cinco estudos. Os artigos incluídos nesta revisão mostram que, a escala de coma de Glasgow é a escala padrão ouro para esse tipo de avaliação, porém existe limitações como por exemplo avaliar a resposta verbal em pacientes intubados. E outra escala que vem ganhando espaço nas literaturas e que tem poucas críticas enquanto seu uso é a FOUR que em relação com a Glasgow é possível avaliar a resposta verbal mesmo em pacientes intubados e identifica mudanças sutis no estado de consciência. Além de ser um sólido preditor de prognóstico em pacientes graves, ela apresenta vantagens significativas sobre a ECG. Conclusões: Conclui-se que dentre todas escalas citadas as mais precisas são a Glasgow e a FOUR. Pode-se concluir também que é imprescindível realizar uma avaliação minuciosa desse paciente. Isso permite que os diagnósticos médicos e de enfermagem futuros sejam direcionados para tratar especificamente a condição em questão. Através de uma avaliação detalhada, o profissional poderá não apenas realizar intervenções imediatas, mas também prevenir complicações posteriores.