
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A ENFERMAGEM NO RECONHECIMENTO E APOIO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Ana Luiza Gomes de Sousa
Autores:
- Ana Camily Abrante de Souza
- Ana Cecília Alves de Souza
- Fernanda Rodrigues Coelho
- Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho
- Maria Elda Alves de Lacerda Campos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência praticada contra a mulher caracteriza-se como um problema global de saúde pública. Destarte, requer que serviços e agentes públicos atuem de forma integrada. Isto posto, é crucial envolver a participação não apenas dos profissionais atuantes na segurança e sistema de justiça, como também trabalhadores da saúde, que estão diretamente envolvidos no suporte às mulheres em situação de violência. Sob tal perspectiva, a proximidade existente entre os enfermeiros e a população pode favorecer o reconhecimento da violência, cabendo a eles: acolher, notificar, encaminhar e acompanhar os casos identificados. Objetivo: Analisar a produção científica acerca da assistência de enfermagem à mulher vítima de violência. Método: Revisão integrativa da literatura, realizada no período de julho de 2024. Para a seleção dos artigos foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed; Biblioteca Virtual em Saúde (BVS); Scientific Electronic Library Online (SciElo), por meio dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em cruzamento com o operador booleano and: “Nursing Care”; “Violence Against Women”, adotando como critérios de inclusão artigos publicados no período de 2019 a 2024. Foram excluídos os estudos que não atendessem ao objetivo da investigação e artigos duplicados. Resultados/Discussão: A partir da busca, foram encontrados 416 estudos. Após o filtro, foram selecionados 8 artigos para análise. Constatou-se que os enfermeiros frequentemente associam violência apenas ao ato de agredir corporalmente, uma percepção limitada que restringe o reconhecimento da violência apenas às evidências de danos físicos. Outrossim, apesar da notificação de casos suspeitos ou confirmados de violência contra a mulher ser obrigatória, muitos profissionais apontam dificuldades relacionadas ao preenchimento da ficha de notificação e encaminhamento da vítima. Isso destaca a necessidade de uma reflexão crítica sobre a formação puramente técnica, que regularmente não aborda a violência como um problema de saúde. Considerações finais: Assim, o fortalecimento da rede de atenção à saúde deve incluir a educação permanente dos enfermeiros, a fim de fornecer uma assistência integral e ampliada às mulheres em situação de violência, evitando a revitimização destas nos serviços de saúde. Isso poderá contribuir para mitigar um problema significativo da sociedade, representando um passo importante na proteção das vítimas e no desenvolvimento de políticas de saúde mais efetivas.