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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ZÉ GOTINHA NAS ESCOLAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Amanda Rodrigues Pereira
Autores:
  • Pedro Enrique Pereira de Souza
  • Francini Santos Serra
  • Welington Serra Lazarini
  • Pierri Fernando Ardisson
  • Carolina Maia Martins Sales
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: Os níveis de cobertura vacinal no Brasil apresentaram queda expressiva na última década devido a inúmeros fatores. Nesse cenário, estratégias têm sido propostas a fim de retomar indicadores positivos de imunização no país, como a adoção de políticas públicas de sensibilização para a vacinação entre escolares. OBJETIVO: Relatar a experiência de extensionistas em ações de educação em saúde sobre imunização no ambiente escolar. MÉTODO: Relato de experiência de extensionistas do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo, no primeiro semestre de 2024. As ações ocorrem em escolas públicas do município de Vitória-ES, para alunos de 10 a 14 anos, com duração de 50 minutos. Organiza-se a sala em círculo e solicita que os escolares escrevam suas dúvidas relacionadas à vacinação em uma caixa. Em seguida, um boneco do Zé Gotinha que passa entre os presentes. Ao interromper a música, o escolar que estiver com o boneco lê uma pergunta da caixa e responde, com o auxílio dos colegas e da equipe do projeto. Durante o processo, um extensionista vestido como Zé Gotinha entra e interage com o grupo. DISCUSSÃO: A escolha do ambiente escolar mostrou-se propício para disseminar informações sobre imunização entre crianças e adolescentes, além de revelar o potencial de difundir o tema para suas famílias e comunidades. A dinâmica teve boa adesão e o anonimato das perguntas motivou a participação de todos estudantes. A maioria das perguntas foram relacionadas ao funcionamento da vacina, seu objetivo e sobre a relação com notícias falsas. Nesse sentido, a atividade mostrou que, ao realizar uma dinâmica no qual os escolares elaboram e respondem as próprias perguntas, cria-se um espaço de construtores reflexivos do próprio saber. Ademais, o uso do lúdico com o público referido possibilitou a criação de momentos de descontração e aprendizado significativo, propiciando trocas de saberes e desmistificação sobre as vacinas. Os extensionistas tiveram a oportunidade de trabalhar habilidades como o planejamento da ação, comunicação efetiva, aprofundamento sobre imunização e criação de laços com a comunidade, indo ao encontro do Movimento Nacional pela Vacinação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A ação nas escolas foi eficaz para envolver o público na temática, estimulando o debate nas famílias e, consequentemente, na comunidade. Esta iniciativa revela-se essencial para romper o ciclo de desinformação, mitigar a crescente hesitação vacinal e ampliar a cobertura vacinal.