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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE USUÁRIO DE ANTICORPO MONOCLONAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Rafaela Tamyris de Oliveira da Silva
Autores:
  • Niedja Maria de Arruda
  • Daniela Barbosa de Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: As doenças neuroimunomediadas afetam o sistema nervoso central ou periférico, no qual algumas células imunológicas passam a atacar determinadas estruturas neuronais, desencadeando processos inflamatórios e degenerativos. Entre as opções de tratamentos dessas doenças têm-se os anticorpos monoclonais, que suprimem o sistema imunológico, eliminando linfócitos B e T específicos na circulação periférica, envolvidos na patogênese dessas doenças. A preparação e administração dessas drogas são áreas de atuação do enfermeiro, que deve estar devidamente capacitado e habilitado para essa função. OBJETIVO: Descrever a assistência de enfermagem aos pacientes que utilizam anticorpos monoclonais para doenças neuroimunomediadas. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência a partir da vivência na unidade de infusão do Centro de Referência e Apoio ao Paciente Portador de Doenças Desmielinizantes no estado de Pernambuco. RESULTADOS: A unidade infusional recebe pacientes com prescrição para o uso de anticorpos monoclonais Rituximabe, Natalizumabe, Ocrelizumabe e Alemtuzumabe, todos administrados por via endovenosa, em bomba de infusão contínua. Os cuidados de enfermagem iniciam antes da administração, com a triagem para identificar situações que contraindicam a infusão, sendo necessários exames laboratoriais para verificar a função renal e hepática, dosar as imunoglobulinas e rastreios infecciosos pré-infusionais. Caso o paciente esteja apto para realizar a infusão, procede-se com o preparo e a administração de pré-medicações, quando necessário, e posteriormente do anticorpo monoclonal. Nesse processo verifica-se os sinais vitais a cada hora durante a infusão, realiza-se o monitoramento das reações infusionais, que podem ser leves, moderadas ou graves, realizando intervenções junto à equipe assistencial quando ocorrem. Ao término, os pacientes recebem orientação acerca das reações que podem acontecer em domicílio, como agir e quando procurar o serviço de saúde. Também realiza o agendamento das administrações subsequentes, podendo ser a cada 30, 45, 60 ou 180 dias. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O enfermeiro desempenha papel essencial para a administração desses medicamentos, atuando em sua aquisição, triagem para identificação de contraindicações à infusão, preparo, administração e monitorização de reações durante e após a infusão, promovendo adesão ao tratamento e proporcionando suporte emocional ao paciente e familiar durante todo o processo.