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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL CLÍNICO DAS MULHERES QUE REALIZARAM RASTREAMENTO DO CÂNCER CERVICAL EM PERNAMBUCO NO PERÍODO PANDÊMICO
Relatoria:
Carla Eduarda Arruda de Sousa
Autores:
  • Chardsonclesia Maria Correia da Silva Melo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Com o início da pandemia de COVID-19 algumas medidas de controle foram tomadas, dentre elas a suspensão ou redução dos serviços ambulatoriais considerados eletivos, como o exame citopatológico, principal meio rastreamento do câncer de colo uterino. A nível mundial e nacional o câncer de colo uterino é o terceiro mais comum entre as mulheres se tornando um problema de saúde pública, tornando o rastreamento essencial para a redução dos casos. As lesões NIC II e NIC III são lesões de alto grau precursoras desse tipo de câncer, mas que podem ser tratadas fazendo com que não haja evolução para um câncer invasor. OBJETIVO: Traçar o perfil clínico de mulheres pernambucanas com exames citopatológicos com lesões NIC II e NIC III no período pandêmico (2020 a 2022). MÉTODO: Durante a pesquisa, utilizamos dados coletados no SISCAN levando em consideração as variáveis faixa etária (10 a 24 anos e de 25 a 64 anos), macrorregião de saúde e raça/cor. RESULTADOS: No primeiro ano de pandemia a faixa etária de 10 a 24 tiveram 7,81% (58) de coletas e a de 25 a 64, 7,71% (490) coletas com NIC II e III, em 2021 houve um aumento que pode ser relacionado a volta das mulheres na realização dos exames e, em 2022, as mulheres de 10 a 24 anos apresentaram um declínio de 2,69% (20) coletas quando comparada às de 25 a 64 anos. No que diz respeito a variável macrorregião, em 2020 todas apresentaram uma queda nas coletas, sendo a macrorregião do Vale do São Francisco e Araripe a mais prejudicada com 5,15% (21) coletas, no ano seguinte houve aumento nas coletas de citologias com tais lesões, entretanto, em 2022 as macrorregiões Metropolitana, Sertão e Vale do São Francisco e Araripe decresceram 0,06% (2), 3,4% (42) e 2,7% (11) respectivamente. Por fim, no que tange a variável raça/cor, em 2020 todas as mulheres, incluindo as do grupo “sem informação” apresentaram diminuição nas coletas, tendo todas um aumento significativo em 2021, no último ano do período pandêmico as mulheres pardas, indígenas e as do grupo “sem informação” tiveram uma decaída nos exames com NIC II e III. CONCLUSÃO: As mulheres de faixa etária de 25 a 64 anos da macrorregião Vale do São Francisco e Araripe e de raça/cor amarela foram as que mais apresentaram citologias com lesões NIC II e III. O rastreamento do câncer de colo uterino é determinante no tratamento da patologia, quanto mais cedo identificado e tratado, menor é a probabilidade de evoluir para um quadro grave.