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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DESAFIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DOS TESTES RÁPIDOS PARA HIV E SÍFILIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Relatoria:
GUILHERME SACHETO OLIVEIRA
Autores:
  • Brenda Venancio de Oliveira
  • Girlene Alves da Silva
  • Erika Andrade e Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução. As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) persistem como um grande de saúde pública. Em 2021, foram notificados 167.523 casos de sífilis adquirida e 381.793 casos de infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no Brasil. A repercussão das IST, principalmente HIV e sífilis, ocorre não apenas pela sua elevada prevalência, mas também em decorrência da evolução dessas infecções da fase aguda para a fase crônica, advindas da ausência de diagnóstico precoce e tratamento adequado. Com isso, o Ministério da Saúde vem implementando ações e serviços com objetivo de diminuir a taxa de incidência no país, dentre elas destaca-se a descentralização da testagem das unidades de Atenção Primária à Saúde (APS), sendo ela a porta de entrada para os serviços. Dessa forma, tendo em vista a importância da realização dos testes rápidos como uma ferramenta diagnóstica, faz-se necessário identificar como a adesão dessas atividades irão refletir na assistência da enfermagem e na rotina destas Unidades. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica de literatura, com levantamento de publicações nas bases de dados Lilacs e Portal Capes. Realizou-se o levantamento das publicações com o auxílio dos operadores booleanos “AND” e “OR”, combinando os descritores (HIV) AND (sífilis) AND (estratégia saúde da família) OR (atenção primária à saúde) AND (testes rápidos). Resultados: Foram identificadas 36 publicações nas bases de dados selecionadas. Desses, 13 foram identificados na Lilacs e 23 no Portal Capes. Conclusão: Dessa forma, conclui-se que não basta apenas proporcionar o acesso da população ao serviço, é necessário que ele aconteça com as mínimas condições como profissionais capacitados e estrutura física adequada para que a implementação seja efetiva. Promover a descentralização do teste rápido para a APS é um passo importante e necessário que, contudo, precisa ser dado com cautela. Nesse sentido, o estudo busca sensibilizar não só a equipe multidisciplinar, mas também gestores e futuros profissionais da saúde, sobre a importância do investimento na atenção primária, no sentido de melhorar a infraestrutura, fomentar recursos humanos e criação de vínculos efetivos e sólidos.