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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS ADQUIRIDA E CONGÊNITA NA MICRORREGIÃO DO BICO DO PAPAGAIO - TOCANTINS
Relatoria:
ALINE PEREIRA DE OLIVEIRA
Autores:
  • Hanari Santos de Almeida Tavares
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A sífilis, também conhecida como lues, é uma enfermidade infecciosa generalizada,que pode evoluir para cronicidade caso não seja tratada, sendo ocasionada pela bactéria Treponema pallidum. Na sífilis adquirida a transmissão ocorre principalmente por contato sexual, através da exposição a lesões primárias, secundárias ou latentes da sífilis em áreas genitais, orais ou anais. A transmissão também pode ocorrer por transfusão sanguínea ou compartilhamento de agulhas ou seringas contaminadas. A forma congênita da sífilis é transmitida através da placenta (transmissão vertical), podendo ocorrer em qualquer fase da gestação ou durante o parto, a partir da mãe infectada que não recebeu tratamento adequado. Objetivo: Descrever o perfil clínico e epidemiológico dos casos de sífilis congênita e adquirida na microrregião do Bico do Papagaio-To. Metodologia: Pesquisa qualitativa, epidemiológica e descritiva, realizada pela coleta da faixa etária, escolaridade, raça/cor, critério de diagnóstico, evolução do caso, ano de notificação, da Sífilis adquirida e Sífilis congênita na Microrregião do Bico do Papagaio – Tocantins, entre 2012 a 2022, on-line no DATASUS. Resultados e Discussões: Entre 2012 e 2022, foram notificados 680 casos de sífilis adquirida. A maioria dos casos envolve pessoas de raça parda (79%), com faixa etária de 20 e 39 anos (50%), com ensino médio completo (19%). O ano de 2018 teve o maior número de notificações (25%), e a maioria dos casos evoluiu para cura (69%), com apenas um óbito notificado. O diagnóstico foi majoritariamente feito por critério laboratorial (59%). Recém-nascidos do sexo masculino foram mais afetados (52%), e 37% dos casos de sífilis congênita foram notificados no momento do parto ou curetagem. A sífilis congênita teve 234 casos notificados, com maior incidência em 2020 (18%), predominantemente afetando recém-nascidos de mães jovens (97%) , com maior prevalência entre mulheres de raça parda (96%). Considerações Finais: Os resultados destacam a necessidade de campanhas de conscientização e educação sexual, para o público, tendo em vista que na microrregião do Bico do Papagaio, houve um maior caso de sífilis adquirida em jovens adultos, e a sífilis congênita foi prevalente em mulheres negras e jovens.