
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA NO TRATAMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO NOS ESTÁGIOS 3 E 4
Relatoria:
Fernanda Souza de Oliveira
Autores:
- Iunaira Cavalcante Pereira
- Mário Yumsz de Menezes Junior
- Juliana Burgo Godoi Alves
- Fernanda Paula de Faria Guimarães
- André Ricardo Maia da Costa de Faro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: A Lesão por Pressão (LPP), é uma ferida complexa podendo ser aguda ou crônica de difícil cicatrização classificada com base no envolvimento tecidual em estágio 1, 2, 3, 4, e mais duas categorias adicionais por dispositivos médicos e inclassificável. Apresenta diversos danos aos pacientes impossibilitando sua mobilidade, estilo de vida, saúde física, mental e financeira. A Terapia por Pressão Negativa (TPN) é uma ferramenta tecnológica para tratamento de feridas complexas. É exercida pressão negativa entre 50 mmHg – 125 mmHg de forma contínua ou intermitente propondo diversos benefícios no tratamento das lesões complexas. Objetivos: Analisar a produção cientifica sobre os efeitos da utilização da TPN no processo cicatricial de LPP em adultos. Métodos: Trata-se revisão integrativa no qual foi utilizada as bases de dados: SCOPUS (Elsevier); Medline (PubMed) e LILACS, sendo organizada mediante a estratégia PICO e norteado pela seguinte pergunta: “Quais os principais efeitos na utilização da Terapia por Pressão Negativa no processo cicatricial de Lesão por Pressão (LPP) encontrados na literatura mundial?” Resultados/Discussão: Foram selecionados 9 artigos. Os principais pontos positivos na utilização da TPN respondidos pela literatura selecionada foram: diminuição do edema, abordagem total da ferida, eliminação do exsudato, diminuição da carga bacteriana, menor tempo de cuidados e custos, diminuição do tempo de cicatrização. Os principais pontos negativos descritos na literatura selecionada foram: retenção de fragmento da espuma e sangramento durante as trocas de curativos. Foi observado que essas lesões precisavam tecnologia para otimizar tempo de cicatrização, estimular produção de angiogênese e acelerar o processo de surgimento do tecido de granulação, diminuir fluídos no leito da ferida, diminuindo edema, dor, exsudato e resultando positivamente no fechamento das cavidades das feridas a mais do que apenas os curativos convencionais já existentes. Conclusão: O tempo de cicatrização varia de acordo com o local da lesão, extensão da mesma e se há sinais de infecção que pode retardar o processo. Entretanto, os resultados favoráveis apresentados para os fechamentos dos tuneis foram de até 3 meses não havendo complicações. As indicações da TPN apresentam resultados benéficos no processo de cicatrização em estágios 3 e 4 da LPP, porém os seus limites devem ser respeitados para que não haja eventos adversos proporcionando agravo no quadro patológico.