
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE DA VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA EM MINAS GERAIS DE 2013 A 2023: DADOS, DESAFIOS E SOLUÇÕES
Relatoria:
Langs de Arantes Ferreira de Mello
Autores:
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A violência autoprovocada, incluindo tentativas de autoextermínio e automutilação, representa um desafio crítico para a saúde pública em Minas Gerais e no mundo todo. Este fenômeno é frequentemente subnotificado. O estigma associado a discussões sobre saúde mental, aliado a barreiras culturais e, agrava ainda mais a situação, dificultando o acesso ao tratamento e à prevenção. Analisar as frequência e distribuição de notificações dos casos de violência autoprovocada entre 2013 e 2023 em Minas Gerais conforme dados do SINAN. O estudo de abordagem quantitativa, baseado em dados do SINAN para analisar a violência autoprovocada em Minas Gerais de 2013 a 2023. Foram calculadas as taxas de crescimento anual dos casos e os municípios categorizados em quintis de população e faixas de IDH, segundo dados de 2022 do IBGE. O número de notificações de violência autoprovocada em Minas Gerais aumentou de 5.865 em 2013 para 22.633 em 2023, representando um aumento de 285,9% ao longo desse período. Este aumento pode refletir em parte um real incremento dos casos, mas também a ampliação da notificação dos casos nas unidades de saúde. Estudos de saúde pública e violência apontam que a subnotificação gira em torno de 50%, dependendo do contexto e da população-alvo. Considerada subnotificação de 50%, o número real de casos em 2023 poderia chegar a 45.266, sugerindo que a carga de violência autoprovocada é substancialmente maior do que o registrado. Apesar das flutuações, os dados indicam que o crescimento dos casos de violência autoprovocada é mais pronunciado em cidades com menos de 20mil habitantes e menor IDH, enquanto os maiores centros urbanos têm crescimento mais moderado. O aumento das notificações de violência revela tendências preocupantes e destaca a complexidade dos fatores que contribuem para o aumento dos casos. Os dados do SINAN, apesar das limitações potenciais, são essenciais para entender a dinâmica da violência autoprovocada em Minas Gerais e desenvolver estratégias de intervenção mais eficazes e que considerem diferenças regionais, com foco em melhorar o acesso a cuidados de saúde mental em cidades menores.