
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ASPECTOS ÉTICOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À PESSOA TRANSGÊNERO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE
Relatoria:
Yasmim Vitória da Silva Rodrigues
Autores:
- Isabela Regina Alvares da Silva Lira
- Maria Clara Arruda de Albuquerque
- Letícia Santana Costa
- Camila Vitória de Santan Silva
- José Fernando da Silva Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Conforme o Art. 15 do código de ética do Conselho Federal de Enfermagem, a profissão deve prestar assistência sem discriminação a qualquer natureza, e dentro desse contexto incluem-se as pessoas transgênero, que devem ser atendidas nos serviços de saúde com respeito à sua identidade e nome social. Só em 2019 a Organização Mundial da Saúde desconsiderou a transexualidade como uma patologia, onde a falta de direitos que perdurou tanto tempo, e que persiste até hoje, moldam o comportamento dos enfermeiros na inclusão dessas pessoas nos serviços de saúde. Objetivo: Tem por objetivo investigar a conduta ética dos profissionais de enfermagem ao atender pacientes transgênero nos serviços de saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa e pretende-se responder à pergunta metodológica: Como está sendo a conduta ética dos profissionais de enfermagem ao atender pessoas transgênero nos serviços de saúde? A pesquisa foi realizada pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo direcionada para as bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF e PUBMED. Os descritores utilizados para busca foram “pessoas transgênero” AND “ética em enfermagem” AND “assistência de enfermagem”. Como critérios de inclusão foram considerados artigos em português, inglês e espanhol completos, sendo de pesquisas empíricas ou de revisão, delimitadas nos anos 2019 a 2024. Resultados e Discussão: Durante análise dos artigos observou-se a maneira que as pessoas transgênero são tratadas nos serviços de saúde pelos enfermeiros, e na qual emerge uma questão básica da ética na enfermagem que seria a resolutividade dos casos, fato que não ocorre por falta de informação ou preconceito, o que gera um sentimento de autoexclusão e coloca esses indivíduos entre os mais vulneráveis para desenvolvimento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) e doenças crônicas. Ademais, há subjeção dos corpos transgênero e desrespeito ao seu nome social, problemas estes que não se limitam a saúde pública brasileira, por estes motivos, esse público descontinua seu tratamento. Conclusão: Dessa forma, conclui-se que ainda existe muitas lacunas na formação dos enfermeiros em relação as suas responsabilidades éticas ao atender um paciente transgênero, bem como o receio dessas pessoas em procurar ajuda por causa de experiências negativas anteriores, por isso infere-se que muitos possam descontinuar seu tratamento de saúde e desenvolver condições graves de saúde.