
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS ENTRE SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA
Relatoria:
Thainá Alves Sá Nascimento
Autores:
- Wellerson Montenegro da Silva
- Emily Kelly Andrade Queiroz
- Maíra Nunes Santos
- Josele de Farias Rodrigues Santa Bárbara
- Fernanda de Oliveira Souza
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Nos últimos anos, devido a diversos fatores sociodemográficos, ocorreu aumento progressivo de doenças crônicas não transmissíveis, entre elas o Diabetes Mellitus (DM). Os principais fatores de risco modificáveis que elevam as taxas de morbimortalidade de doenças como DM estão relacionados a uma dieta não saudável, tabagismo, etilismo, sedentarismo e obesidade. Já hereditariedade é um fator de risco não modificável que pode ser a base para a associação a outros fatores. Objetivo: Analisar a presença de fatores de risco modificáveis para DM em servidores técnico-administrativos com antecedente patológico familiar (APF) de DM. Método: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal, realizado entre os meses de agosto e setembro de 2023. A pesquisa foi desenvolvida em um dos campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e incluiu 34 servidores técnico-administrativos efetivos. Os participantes foram questionados sobre o APF e sobre hábitos de vida, como prática de exercício físico, alimentação e consumo de drogas. Após coleta, os dados foram analisados através do softwere SPSS para o cálculo das frequências absolutas e relativas. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa da UFRB e aprovada com o parecer número 4.829.292. Resultados: Os 34 participantes foram selecionados por ter APF de DM. Entre estes, a maior parte eram mulheres cisgênero (52,9%), que se autodeclararam pretos (73,5%), e com faixa-etária acima de 45 anos (26,7%) - idade recomendada para inicio do rastreio de DM. Sobre os fatores de risco modificáveis, 67,7% dos servidores estavam acima do peso, 26,5% com circunferência abdominal maior do recomendado, 50,0% referiu que não praticava exercício físico, 55,9% não consumiam verduras, legumes ou frutas na alimentação diária, além de 73,5% consumirem alimentos com alto grau de processamento. Em relação ao consumo de drogas, 52,9% consumiam álcool de forma excessiva e 11,8% faziam uso de cigarros. Considerações Finais: O APF, isoladamente, não predispõe a incidência de DM, entretanto, quando associados a outros fatores de risco podem provocar elevação da prevalência de DM. Pesquisas como esta são fundamentais para o rastreamento dos fatores de risco e planejamento de intervenções focalizadas. Foi possível identificar a presença de fatores de risco modificáveis, associados ao histórico familiar de DM, nesta população, o que permite a sugestão de outras ações similares.