
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PARTOS EM ADOLESCENTES E ACESSO AO PRÉ-NATAL EM UM ESTADO DO EXTREMO NORTE DO PAÍS
Relatoria:
KARINA BRASIL WANDERLEY
Autores:
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A gravidez na adolescência é um desafio de saúde pública devido as implicações da maternidade precoce para mãe/bebê. Estudos de análise de indicadores de saúde sobre a temática, são ferramentas de gestão para avaliação/planejamento dos serviço de saúde. O Estado de Roraima abriga cerca de nove etnias indígenas, além de um fluxo imigratório em crescimento na faixa etária de 10 a 19 anos (16,83%). Assim, o presente resumo possui como objetivos: Descrever a ocorrência de partos em adolescentes em Roraima de 2013-2022 segundo raça/ cor, características sociodemográficas e acesso ao pré natal. Métodos: Estudo descritivo de série temporal, a partir dos nascidos vivos ocorridos em adolescentes de 10 a 19 anos no período de 2013- 2022, residentes do Estado de Roraima, registrados no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Para cálculo dos indicadores: proporções de nascidos vivos por idade, segundo categorias de raça/cor, e as proporções de nascidos vivos (%) segundo número de consultas pré-natal utilizamos a quantidade de nascidos vivos registrados no SINASC e calculadas. Resultados: Ao longo do período, ocorreram 12.5051 nascimentos na população de estudo. Destes, 28.564 (22,85%) foram de mães adolescentes entre 10 -19 anos. Sendo 17.970 (62,91%) da raça parda, 8.424 (29,49%) indígenas e branca 1.582 (5,54%). O ano de maior ocorrência foi em 2019 com 3210 partos. Em relação a consultas no pré-natal, 1304 (61,57%), das indígenas, não realizaram pré-natal, as pardas 727 (34,32%) e brancas 46 (2,17%).Em relação ao baixo peso ao nascer, destacaram-se as pardas 1690(55,19%), indígenas 1.180 (38,54%), brancas 138(4,51%), em consonância com a prematuridade, onde 2983(60,38%), eram pardas, 1641 (33,22%) indígenas e brancas 205 (4,15%).Discussão: Os resultados apontam que a maternidade na adolescência não ocorre de forma homogênea, as pardas e as indígenas se destacam em todos as categorias, é visível às desigualdades étnicos raciais. Evidencia-se a necessidade de políticas públicas que considerem as particularidades das adolescentes na diversidade sociocultural e o enfermeiro tem papel fundamental com integrante da equipe de saúde para conhecer a realidade local e propor estratégias que subsidiem acesso e que qualifiquem a assistência aos direitos sexuais e saúde reprodutiva. Considerações finais: Conclui-se a importância de pesquisas em tendências temporais sobre maternidade na adolescência e acesso ao pré-natal em Roraima.