
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL NO CONTROLE DAS DOENÇAS CRÔNICAS NO BRASIL: UM ESTUDO DE REVISÃO
Relatoria:
Wellida Lais da Silva Rosendo
Autores:
- Joselma Cavalcanti Cordeiro
- Jairo Porto Alves
- Lusanira Maria da Fonseca de Santa Cruz
- Maria Rejane Ferreira da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Redes Integradas de Serviços de Saúde, conforme Shortell, são conjuntos de organizações responsáveis pelos custos e resultados em saúde de uma população, oferecendo assistência contínua e coordenada. Este estudo foca na coordenação assistencial, essencial para a operação cooperativa das RISS no Brasil. Vargas et al. (2011) classificam três tipos de coordenação: a coordenação da informação (transferência e uso das informações do paciente), a coordenação de gestão clínica (cuidado contínuo e complementar) e a coordenação administrativa (atividades necessárias para o acesso entre serviços). Utilizando doenças crônicas como foco, que frequentemente enfrentam assistência deficiente no sistema público, o objetivo é analisar a coordenação assistencial no manejo dessas condições nas RISS. Metodologia: Estudo de revisão integrativa qualitativa, baseado na estratégia PICO (Paciente, Intervenção, Comparação e Outcome), embora sem comparação entre problemas. A pergunta de pesquisa foi: Como os profissionais do SUS avaliam a coordenação assistencial no controle das doenças crônicas? O estudo seguiu diretrizes PRISMA, com coleta de dados entre outubro de 2023 e janeiro de 2024, utilizando Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH) em bases como LILACS, MEDLINE, BDENF, SciELO e PubMed Central. Resultados e Discussão: Foram encontradas 5.401 publicações, com 9 artigos selecionados após critérios de inclusão e exclusão. A maioria dos estudos foi publicada em 2020 e 2022, com predominância de métodos qualitativos (66,7%). As regiões Sul e Sudeste do Brasil foram mais representadas, e a revista BMC Public Health publicou dois estudos. Observou-se falta de estratégias de promoção de saúde para doenças crônicas, lacunas na coordenação do cuidado e problemas na comunicação entre atenção ambulatorial e hospitalar. A coordenação administrativa enfrenta dificuldades devido a processos de trabalho e questões estruturais. Melhorias são necessárias no planejamento e alinhamento dos cuidados, bem como no diálogo entre unidades. Considerações Finais: A integração entre os níveis assistenciais do SUS é crucial para um atendimento adequado. Apesar dos esforços para melhorar a coordenação, desafios persistem, especialmente na comunicação e integração dos cuidados. A eficácia da coordenação depende de um sistema de informação bem interligado, essencial para o manejo adequado dos pacientes crônicos e para evitar a fragmentação da assistência.