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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM NO DIAGNÓSTICO DA OBESIDADE NO CONTEXTO FAMILIAR
Relatoria:
Igor Rafael dos Santos Silva
Autores:
  • Aiany Cibelle Simões Alves
  • João Henrique da Costa Silva
  • Laiza da Silva Nascimento Araújo
  • Jessica Gonzaga Pereira
  • Jéssica de Oliveira Campos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A obesidade é definida pelo excesso de gordura corporal de modo a causar efeitos prejudiciais à saúde. Nas últimas décadas, a obesidade vem apresentando um crescimento acentuado, sendo considerada pela OMS como uma pandemia devido ao elevado número de pessoas acometidas. No Brasil, representa um problema de saúde pública, visto à crescente população de adultos obesos no país, sendo mais alarmante quando observado em paralelo aos dados infantis. Do mesmo modo, sabe-se do impacto dos fatores ambientais como mediadores para a ascensão da obesidade em um contexto familiar, sendo a alimentação e o estilo de vida das famílias determinantes importantes para o agravo deste quadro. Assim, é imprescindível pontuar a importância do enfermeiro no diagnóstico e tratamento da obesidade no contexto familiar na atenção primária. OBJETIVO: Correlacionar dados antropométricos no contexto familiar, e evidenciar a atuação da enfermagem no aconselhamento do controle do peso corporal e à promoção de hábitos saudáveis de vida na rede de atenção primária. METODOLOGIA: Estudo transversal com abordagem quantiqualitativa, realizado com 154 participantes mães e filhos em quatro escolas municipais da zona urbana em Vitória de Santo Antão, e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os dados foram analisados pelo programa SPSS e estão apresentados por média e desvio padrão. Foi aplicado o teste ANOVA com pós-teste de Tukey, e pelo teste de correlação de Spearman, com valor de p > 0,05. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Ao observar o percentual de gordura (PCG) das mães, as eutróficas possuíam média 29,9 ± 3,78; sobrepeso 36,8 ± 3,29; e obesas 40,4 ± 4,13 (p=0,000); e o Índice de Massa Corporal (IMC) dos filhos, eutróficos com média 16,1 ± 1,97; sobrepeso 20,5 ± 1,54; obeso 25,1 ± 4,64; foi observado uma correlação positiva (r = 0,251; p = 0.058), constatando que o PCG materno pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade infantil; sendo necessário uma visão holística no cuidado e promoção da saúde familiar a fim de prevenir e tratar a obesidade infantil. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dessa forma, pontua-se que a atuação do enfermeiro na atenção básica é imprescindível para a realização do diagnóstico, prevenção e tratamento da obesidade no contexto familiar, através do controle e monitoramento do peso, pressão arterial e glicemia, a realização de um plano de cuidado à pessoa obesa com aconselhamento nutricional e atividades físicas, e o acompanhamento através de consultas de puericultura.