
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DETERMINANTES NO ACESSO À SAÚDE DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL NO INTERIOR DO ESTADO CEARENSE
Relatoria:
ADOZINDA LOPES BATISTA DE PINA
Autores:
- Francisca Luana Costa Rodrigues
- Laercio Vieira Rodrigues
- Neucilia Oliveira Silva
- Paula Marciana Pinheiro de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O Programa Nacional de Acessibilidade, visa promover acessibilidade em todos os âmbitos, incluindo o acesso a serviços de saúde, implementando normas e diretrizes para adaptação de unidades de saúde, garantindo que sejam acessíveis para pessoas com deficiência visual1. Objetivo: Observar os fatores determinantes no acesso ao atendimento de saúde para mulheres com deficiência visual. Método: Trata-se de estudo qualitativo descritivo e explicativo, realizado no período de dois meses, em três municípios no interior do Estado do Ceará. Foram selecionados 23 participantes residentes em comunidades rurais, utilizando a técnica de amostragem por conveniência. Aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa sob nº 6.767.911. Resultados: As participantes do estudo frequentemente relataram dificuldades no acesso às unidades de saúde, decorrentes da ausência de transporte público adequado ou de transporte adaptado. Em muitas regiões, especialmente nas áreas rurais ou menos desenvolvidas, o acesso aos serviços de saúde é limitado, o que pode resultar em aumento significativo do tempo de espera para atendimento. A comunicação ineficaz entre as pacientes e os profissionais de saúde mostrou-se prejudicial, evidenciando a necessidade de capacitação adequada dos profissionais para que possam compreender e respeitar as necessidades específicas de mulheres com deficiência visual. Além disso, atitudes negativas e preconceituosas, elencadas como capacitismo, tanto por parte dos profissionais de saúde quanto dos funcionários administrativos e até mesmo de outros pacientes, podem resultar em um atendimento de qualidade desfavorável ou na relutância dessas mulheres em buscar atendimento. Outrossim, a falta de competências comunicacionais adaptadas às necessidades das pessoas com deficiência visual podem culminar em diagnósticos e tratamentos inadequados. Conclusão: As principais barreiras identificadas incluem a capacitação inoportuna dos profissionais de saúde e as ineficiências administrativas. Essas barreiras resultam em dificuldades de acesso e prolongam significativamente o tempo de espera para atendimento.