
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA A PESSOA QUE FAZ USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS
Relatoria:
ANDRESSA MEDRADO MESQUITA
Autores:
- Liliane Santos da Silva
- Alisséia Guimarães Lemes
- Margarita Antonia Villar Luis
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O enfermeiro da Atenção Primária à Saúde atua na linha de frente do cuidado e tem o potencial de desenvolver um excelente trabalho frente à demanda de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. O contato direto com as pessoas de sua área de abrangência favorece a identificação de problemas relacionados ao consumo, assim como o desenvolvimento de ações mais resolutivas por serem direcionadas às necessidades da população assistida, e o acompanhamento destas pessoas. OBJETIVO: Investigar como os enfermeiros da Atenção Primária à Saúde abordam o uso de álcool e outras drogas nas consultas de enfermagem. MÉTODOS: Estudo descritivo, com abordagem quantitativa, foi realizado com 16 enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família em uma cidade do interior de Mato Grosso, Brasil. A seleção da amostra foi por conveniência. Foram incluídos aqueles com mais de 6 meses de atuação na ESF e excluídos enfermeiros em afastamento por atestado médico, licença maternidade ou férias (n=3). A coleta de dados ocorreu entre novembro e dezembro de 2021, utilizando um questionário semiestruturado elaborado pelos pesquisadores. A análise dos dados foi feita por meio de estatística descritiva simples. O estudo recebeu aprovação do CEP da EERP/USP, sob o parecer n° 4.859.636. RESULTADOS: Na consulta de enfermagem os enfermeiros perguntavam sobre o consumo de álcool e outras drogas às vezes (63%), todas as vezes (31%) e raramente ou nunca (6%). Ao questioná los sobre os motivos para não perguntar sobre o consumo durante a consulta, seis enfermeiros referem não haver motivos, três por não observar a necessidade de perguntar durante a consulta de enfermagem, dois por não achar condizente com a consulta/demanda, dois por achar que o paciente não gosta deste tipo de pergunta e um por não fazer parte de sua rotina de trabalho. Ao perceber que o paciente faz uso, sete perguntam sobre o consumo, quatro atendem e encaminham para o serviço especializado, três realizam acolhimento com orientações/aconselhamento, dois perguntam sobre o interesse em reduzir ou parar o consumo e um solicita exames. CONCLUSÃO: De acordo com as respostas dos enfermeiros entrevistados percebe-se uma falta de conhecimento e prática para lidar com pacientes usuários de álcool e drogas, o que demonstra a importância de capacitações, treinamentos, protocolos de atendimento nesta área para sentirem-se mais seguros e capacitados para atender esta demanda.