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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O PAPEL DA ENFERMEIRA OBSTETRA NA PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Relatoria:
JANAINA APARECIDA DA SILVA
Autores:
  • Yasmim Duque Franco
  • Mariana Nobile Mayeda Morais
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A violência obstétrica (VO) é um desafio a ser enfrentado, a fim de alcançar um atendimento digno e de qualidade para as mulheres. De acordo com o Ministério da Saúde, a VO é definida como o desrespeito à mulher, à sua autonomia, ao seu corpo e aos seus processos reprodutivos, podendo manifestar-se por meio de violência verbal, física ou sexual e pela adoção de intervenções e procedimentos desnecessários e/ou sem evidências científicas. No trabalho de parto e parto os puxos dirigidos, manipulação excessiva do períneo e infusão de ocitocina em momentos inoportunos, são percebidos ainda nos dias atuais e as mulheres aceitam tais situações por desconhecimento dos seus direitos, sem saber que se trata de violência. A importância do serviço ter a enfermeira obstetra (EO) para informar e esclarecer a respeito do processo de parturição é fundamental para garantir os direitos e a autonomia da parturiente. OBJETIVO: Relatar o papel da enfermeira obstetra na prevenção de violência obstétrica. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência de vivências em maternidades de baixo risco no Estado do Paraná durante quatro meses de 2024. DISCUSSÃO: A EO durante a admissão das gestantes em sala de parto informa sobre métodos de alivio da dor não farmacológicos, liberdade de posição, fisiologia do parto, esclarecimento de dúvidas, entre outros assuntos pertinentes ao nascimento. Elas utilizam de estratégias de comunicação ativa e efetiva para garantir que a paciente compreendeu as informações fornecidas. Assim é possível identificar a maior autonomia e confiança em parir, esse breve conhecimento favorece a diminuição de VO, pois as parturientes recusam procedimentos desnecessários. A satisfação pelo parto se faz evidente, a mulher assume papel de protagonista e o desfecho é uma experiência positiva e respeitosa. Essa prática contribui também para a multiplicação de informações, uma vez que essa mulher irá compartilhar com a sua rede de apoio, disseminando assim o conhecimento e prática baseada em evidências. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O presente relato evidenciou que a presença da enfermeira obstetra durante a assistência ao parto traz de volta o protagonismo e autonomia da mulher no próprio parto, minimizando a ocorrência de violências obstétricas.