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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS CONGÊNITA EM PERNAMBUCO NO PERÍODO DE 2019 A 2023
Relatoria:
Marcos Vinícius José Cardoso de Melo
Autores:
  • Debora Vitória Maria de Souza Florencio
  • Heitor Bezerra do Nascimento
  • Weslla Karla Albuquerque Silva de Paula
  • Talita Helena Monteiro de Moura
  • Renata Cordeiro Domingues
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Sífilis Congênita (SC) é uma infecção que acomete o feto através da transmissão vertical, da mãe para o feto, no caso da sífilis intraútero. A infecção pode ocorrer em qualquer idade gestacional, apresentando diferentes manifestações clínicas desde a latente até o óbito fetal, sendo os quadros mais graves evidenciados pela infecção materna precoce no primeiro trimestre gestacional, sem tratamento adequado. Assim, é preciso diagnosticar e tratar precocemente a doença, para evitar manifestações tardias no neonato, que podem ser desde um exantema cutâneo maculopapular disseminado até malformações congênitas graves. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico de Casos Notificados e Confirmados (CNC) de SC no estado de Pernambuco (PE), entre os anos de 2019 a 2023. Método: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, com caráter descritivo, transversal e exploratório. Na coleta de informações, foram usados dados secundários do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN) presentes no DATASUS de CNC de SC no estado de PE, entre os anos de 2019 a 2023. Resultados: No período de observação, verificou-se um total 8.492 CNC de SC, sendo 2021 o ano com maior número de CNC, com 2.221 casos (26,15%), e 2023 o ano com menor número de casos confirmados, com apenas 660 CNC (7,77%). A maior frequência de CNC foi registrada em recém-nascidos (RN) de mulheres entre 20 e 24 anos de idade (33,01%), com ensino fundamental incompleto (25,15%), residentes da Região Metropolitana de PE (74,87%), especificamente no município de Recife (69,36%). O diagnóstico foi mais prevalente em neonatos com até 6 dias de vida (96,70%) com classificação de SC recente (93,22%) ; nascidos de mães que realizaram pelo menos 1 consulta de pré-natal (76,47%), com diagnóstico de sífilis materna durante o pré-natal (45,92%) e que realizaram tratamento (79,22%). Considerações Finais: Os CNC de SC predominaram na região metropolitana do estado, em destaque na capital, em RN com menos de uma semana de vida e filhos de mulheres jovens, com baixa escolaridade e que realizaram alguma consulta pré-natal. O conhecimento do perfil epidemiológico da SC e o monitoramento dos CNC compõem a agenda de ações estratégicas para redução da SC no estado e contribuem para uma resposta rápida à sífilis no que diz respeito à prevenção da infecção, ao diagnóstico precoce e o manejo adequado dos casos.