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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
Riscos domiciliares prevalentes de queda em idosos
Relatoria:
Alanis Millena Mendonça da Costa
Autores:
  • Maria Eduarda Vasconcelos Loureiro
  • Stephanne Kelren Arcanjo da Silva
  • Suellen Duarte de Oliveira
  • Adriana Lira Rufino de Lucena
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A queda é um deslocamento involuntário do corpo para um nível inferior ao inicial, sem possibilidade de correção rápida, causada por fatores intrínsecos, como idade avançada, alterações fisiológicas, doenças crônicas e polifarmácia, e extrínsecos, como pisos escorregadios e iluminação inadequada. Em idosos, as quedas são uma das principais causas de morbidade e mortalidade, frequentemente resultando em fraturas de quadril, traumas cranianos e lesões musculoesqueléticas que afetam negativamente a qualidade de vida. A segurança residencial é essencial na prevenção dessas quedas. O estudo buscou identificar os locais mais comuns e as consequências das quedas em idosos, visando estratégias para melhorar a segurança e o bem-estar dessa população.Objetivos: Identificar os locais e consequências das quedas em idosos participantes de um grupo de convivência em João Pessoa-PB. Métodos: Estudo transversal, descritivo e quantitativo com 40 participantes de um grupo de convivência em João Pessoa-PB. Os dados foram coletados individualmente por meio de entrevistas com um formulário semiestruturado abordando características sociodemográficas e questões sobre quedas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da FACENE, com CAEE: 03188012.9.0000.5179 e protocolo: 49/12. Resultados: Dos participantes, 82,5% eram mulheres e 17,5% homens, com 50% na faixa etária de 70 a 79 anos. Metade das quedas ocorreu no domicílio, 20% no banheiro e 15% em salas e cozinhas; os demais não se lembraram do local. Todos os participantes sofreram traumas, com 50% nos membros inferiores, 27,5% na cabeça e 22,5% nos membros superiores. As principais causas foram piso escorregadio (50%), objetos espalhados (37,5%) e tapetes (12,5%). Estes dados sublinham a necessidade de políticas públicas para a crescente população idosa e a importância de uma abordagem integrada de saúde, assistência social e educação para melhorar a segurança e qualidade de vida, considerando as limitações políticas e econômicas. Conclusão: O enfermeiro da Atenção Primária deve avaliar as fragilidades do envelhecimento e fatores de risco para quedas. Deve usar ferramentas e estratégias para identificar necessidades, monitorar riscos e implementar decisões diagnósticas e preventivas, visando minimizar danos e promover a saúde e o bem-estar dos idosos.