
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE DA MORTALIDADE E DO NÚMERO DE ÓBITOS POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NAS REGIÕES DO BRASIL : 2012- 2022
Relatoria:
Andreza Aparecida Costa da Silva
Autores:
- Deborah Karine de Souza Lima
- Maria Victoria Oliveira Pereira Rego
- Carolina Pereira Verçosa
- Janine Melo de Oliveira
- Christefany Régia Braz Costa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome multifatorial responsável por grande parte do número de internações e consequentemente do número de óbitos do país. Por ser considerada um desafio para saúde pública, este estudo busca analisar a mortalidade por IC nas cinco regiões do Brasil. Objetivo: Identificar a taxa de mortalidade e o número de óbitos por Insuficiência Cardíaca nas regiões do Brasil entre os anos de 2012 a 2022. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo ecológico, de caráter descritivo, com abordagem quantitativa. A população foi construída por meio dos números de casos de internações hospitalares com o Código Internacional de Doenças (CID-10) diagnosticados com IC. Os dados considerados para o presente estudo fazem parte da morbidade hospitalar registrada no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) por local de residência. Sendo utilizadas as variáveis: taxa de mortalidade e número de óbitos, consultadas em novembro de 2023. Resultados: A taxa de mortalidade por IC apresentou, entre os anos estudados, uma média de 11,12 óbitos por mil habitantes. A Região Sudeste lidera essa variável com uma média de 12,45, seguida da Região Norte com média geral de 11,26 óbitos por mil habitantes. O Nordeste - com média geral de 10,75 -, assim como o Centro-Oeste - com média geral de 10,04, apresentou aumento significativo no ano de 2021. O Sul apresentou a menor média entre as regiões, com 9,36 óbitos por mil habitantes. Ao analisar os óbitos por IC, a Região Norte obteve o menor número, o qual variou de 404 a 13.104. Seguido do Centro-Oeste, com valores de 2.466 a 6.449, e do Nordeste com variação de 1.598 a 17.090 óbitos. Na Região Sul, os números variaram de 9.206 a 18.903 óbitos. O Sudeste representou o maior número de óbitos por IC entre os anos estudados, variando de 3.550 a 60.550. Considerações Finais: As maiores taxas de mortalidade são observadas em regiões onde há o predomínio de uma baixa qualidade de vida. A análise dos números de óbitos por IC evidenciou que há maior número de casos em regiões que possuem hábitos de vida e alimentares desregulados, bem como em regiões que possuem um grande número de idosos. Nesse cenário, verifica-se que ao analisar o número de óbitos nas regiões brasileiras deve-se considerar a concentração populacional e o público que habita a região, junto aos fatores que predispõem a IC, tendo em vista que a IC por si só não deve ser considerada a causa básica de morte.