
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PLANEJAMENTO FAMILIAR NO PROGRAMA SAÚDE NA FAMÍLIA (PSF) SOB A PERSPECTIVA FEMININA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Danyela da Silva Brito
Autores:
- Ana Lívia Teles Menezes da Conceição
- Deborah Cristina Martins Mendonça
- Gabrielly Martins da Silva
- Jamylle Gomes Pereira dos Santos
- Sônia Maria Neri de Araújo
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: No contexto brasileiro, o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), estabelecido em 1989, consolidou o planejamento reprodutivo como uma estratégia visível para o controle da natalidade. Atualmente, a Atenção Básica à Saúde prioriza os programas de atenção à saúde sexual e reprodutiva. Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo geral identificar, sob a luz da literatura, as ações executadas por equipes do Programa Saúde da Família (PSF) para o planejamento familiar sob a perspectiva feminina. Metodologia: Adotou-se uma metodologia qualitativa de natureza exploratória, em que se utilizou a revisão integrativa como método de pesquisa, utilizou-se artigos publicados entre 2018 e 2024, provenientes da Medline, Web of Sience, Cochrane Library e Embase. Fez-se uso dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS)/Medical Subject Headings (MeSH) com aplicação dos operadores booleanos AND e OR para a busca, resultando em 10 artigos incluídos. Resultados: O Programa de Saúde na Família (PSF) é crucial na promoção da saúde reprodutiva feminina, oferecendo consultas, sessões educativas e acesso a métodos contraceptivos. O SUS disponibiliza opções hormonais, de barreira, implantes, DIU e laqueadura. Contudo, o planejamento familiar enfrenta desafios, como escassez de recursos e falta de conhecimento das usuárias. A comunicação empática e respeitosa é essencial, especialmente para mulheres lésbicas, que muitas vezes são negligenciadas. A inclusão e educação adequada são fundamentais para garantir decisões reprodutivas informadas e respeitadas. A oferta limitada de Técnicas de Reprodução Assistida (TRA) também indica a necessidade de maior investimento e equidade no acesso aos cuidados. Outro assunto pouco abordado é quanto a orientação sexual das mulheres cisgênero atendidas, sendo que mulheres lésbicas que desejam gerar, são constantemente negligenciadas e excluídas do planejamento familiar. As atividades educativas devem ir além do modelo biológico, possibilitando reflexões sobre as bases sociais da vida e reconhecendo a saúde como uma condição que transcende o aspecto físico Considerações finais: Portanto, é indispensável o fomento de políticas públicas para fortalecer o PSF, com investimentos em recursos humanos, materiais e financeiros, garantindo acesso equitativo a serviços de saúde reprodutiva, e capacitação para a equipe multiprofissional que realizar as orientações acerca do planejamento familiar.